Banca & Finanças Marcelo apela "à compreensão das autoridades europeias" para a banca portuguesa

Marcelo apela "à compreensão das autoridades europeias" para a banca portuguesa

O Presidente da República apelou a que as autoridades europeias aliem "inteligência e rigor à compreensão dos factos e equilíbrio subtil na avaliação" dos problemas da banca portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa deu assim força ao pedido de excepção feito minutos antes pelo governador.
Marcelo apela "à compreensão das autoridades europeias" para a banca portuguesa
Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago 17 de maio de 2016 às 11:07

"A afirmação da Europa implica soluções sensata", concluiu o Presidente da República, no seu discurso na conferência sobre banca organizado pela APB e pela TVI. Marcelo Rebelo de Sousa apelou mesmo a que as "autoridades europeias sejam capazes de aliar inteligência e rigor à compreensão dos factos e equilíbrio súbito na sua avaliação da banca portuguesa".

 

O presidente da República apoiou, desta forma, o pedido de excepção feito poucos minutos antes pelo governador do banco de Portugal, para que Bruxelas dê uma excepção à Portugal para que seja criado um mecanismo destinado a limpar o balanço dos bancos dos activos não rentáveis.

 

Rebelo de Sousa deixou uma palavra de apoio à necessidade de resolver o problema "dos activos não produtivos" da banca e apelou a que se encontre uma "fórmula que não implique avançar com modelos de duvidosa exequibilidade". Mas não especificou uma solução em concreto.

 

Marcelo aproveitou ainda a intervenção da responsável pelo Conselho Único de Resolução, Elke Konig, que reconheceu que o sistema europeu de resolução de bancos "é novo", pelo que é necessário "aprender fazendo".

 

Este mecanismo "exige um 'fine tuning' altamente sensível, como tudo o que é novo. Não há soluções perfeitas e definitivas", sublinhou o Presidente da República, mais uma vez sublinhando a necessidade de abertura e flexibilidade das autoridades europeias.

 

Rebelo de Sousa apoiou ainda Carlos Costa na defesa da saída do poder de resolução de bancos do Banco de Portugal. "Deixo uma palavra para a autonomia institucional da resolução face ao Banco de Portugal, também desejada pelo governador", defendeu o PR.


(Notícia actualizada às 11:19)




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