Banca & Finanças Marques Mendes: "O BCP está mesmo determinado a concorrer ao Novo Banco"

Marques Mendes: "O BCP está mesmo determinado a concorrer ao Novo Banco"

Luís Marques Mendes revelou que Nuno Amado tem realizado inúmeros contactos e que "as coisas parecem estar a correr bem". O comentador afirmou ainda que já há "abertura de Bruxelas para que o aumento de capital da CGD seja feito apenas com dinheiros públicos".
Marques Mendes: "O BCP está mesmo determinado a concorrer ao Novo Banco"
Negócios 22 de maio de 2016 às 22:24

"O BCP está mesmo determinado a concorrer ao Novo Banco." A garantia foi deixada esta noite por Luís Marques Mendes no habitual espaço de comentário semanal na SIC. Segundo o comentador, o presidente executivo do banco, Nuno Amado "tem-se multiplicado em contactos e as coisas parecem estar a correr bem".

No início deste mês, na apresentação das contas trimestrais, Nuno Amado tinha já afirmado que o banco a que preside quer analisar o processo de compra do Novo Banco.

A decisão final sobre a participação do BCP na alienação do Novo Banco está, porém, nas mãos de Bruxelas. "Temos uma proibição de [fazer] aquisições que pode ser levantada em circunstâncias excepcionais. Depende de uma negociação entre o Estado e a Direcção-geral da Concorrência da Comissão Europeia", avisou, na altura, Nuno Amado.

Luís Marques Mendes falou ainda da Caixa Geral de Depósitos para afirmar que já existe abertura de Bruxelas para que o aumento de capital do banco público seja feito apenas com dinheiros públicos.

O semanário Expresso noticiou este sábado que o Governo concordou com a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos num montante que pode ir até aos 4 mil milhões de euros. Segundo o semanário, o reforço foi uma condição de António Domingues - que substituirá em breve José de Matos no cargo - para aceitar o convite para liderar o banco público.

Este será um valor por alto, permitindo manter uma almofada de conforto para assegurar as exigências futuras de capital por parte do supervisor bancário (1% do capital, acima de 600 milhões de euros), escreve a publicação.

A entrada de verbas permitirá também ao banco público começar a devolver o empréstimo de 900 milhões de euros feito via subscrição de obrigações convertíveis em capital (as chamadas CoCos).


(Notícia actualizada às 22:34)




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