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Marques Mendes: Venda "é vitória para o Governo" mas Novo Banco "ficará com menos 40 a 50 balcões"

"Num ano, o Governo deu a volta ou ajudou a dar a volta aos ‘berbicachos’ do sistema financeiro nacional", diz Marques Mendes.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 02 de Abril de 2017 às 21:34
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O comentador da SIC, Luís Marques Mendes, considera que a venda do Novo Banco aos norte-americanos da Lone Star é um "mal menor" para o Estado, pois as alternativas como a liquidação ou a nacionalização "eram piores". 

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O banco não foi vendido, foi dado", mas foi o "negócio possível, a menos má das opções", afirmou.

 

Como aspectos positivos, o ex-líder do PSD diz que o acordo permite "acabar com a indefinição e a incerteza" no Novo Banco e "diminuir o mais possível os riscos para os contribuintes".

Pela negativa o facto de o negócio ter sido feito por zero e a posição de 25% do Fundo de Resolução ficar sem direito a voto. Destaca ainda a maior redução de pessoal e balcões, assinalando que o Novo Banco ficará com "menos 40 a 50 balcões do que o previsto e será obrigado a reduzir mais 600 trabalhadores, passando da meta prevista de 5900 para 5300".


Já para a Lone Star, apesar de ter aceite "limitações fortes", fez um "bom negócio", ao ficar com um banco que é "eminentemente o Banco da economia portuguesa e das PME".

 

Já para o Governo, esta operação é uma "boa notícia" e uma "vitória", refere o comentador da SIC. "Num ano, o Governo deu a volta ou ajudou a dar a volta aos ‘berbicachos’ do sistema financeiro nacional: o BCP e o BPI resolveram o seu problema accionista; a CGD foi recapitalizada; o Novo Banco foi vendido. Ou seja, o anterior Governo negligenciou o sector financeiro; o Governo actual deu-lhe uma atenção que não é habitual num Governo de esquerda", refere Marques Mendes.

 
"PCP e BE estão domesticados"

Quanto ao impacto político da venda do Novo Banco, Marques Mendes refere que se tivesse sido concluída no tempo de Passos Coelho, PS, PCP e BE diriam que era "uma venda ao desbarato; a um fundo abutre; com sérios prejuízos para os contribuintes. Quase cairia o Carmo e a Trindade".

 

Marques Mendes considera que "PSD e CDS criticam o negócio, mas não é uma crítica credível", sendo que "a maior cambalhota é do PCP e do BE. Quem os viu e quem os vê. Engolem tudo o que é essencial".

 

"Ao fim de ano e meio de poder, PCP e BE estão domesticados, condicionados e descaracterizados", sendo que "António Costa tem o PCP e o BE na mão", pois "eles dizem mal do défice mas aprovam o défice; dizem mal da venda do Novo Banco mas não batem o pé; dizem mal do Euro mas engolem tudo".

 

Marques Mendes acrescenta que "PCP e BE vivem em pânico com a ideia de que o PS possa ter uma maioria absoluta. Por isso, não provocam uma crise nem se opõem em questões essenciais. Vivem completamente condicionados".

 

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