Banca & Finanças Marques Mendes: "Gestores da Caixa não têm mais condições para se manterem em funções"

Marques Mendes: "Gestores da Caixa não têm mais condições para se manterem em funções"

Depois de Passos Coelho ter mostrado, na redacção do Negócios, preocupação pelo facto da Caixa ainda não ter feito qualquer reembolso da ajuda pública, Marques Mendes, do PSD e comentador televisivo, afirmou que os gestores do banco público foram desautorizados e, por isso, não têm condições para se manterem nos cargos.
Marques Mendes: "Gestores da Caixa não têm mais condições para se manterem em funções"
Negócios 02 de agosto de 2015 às 16:12

"Estou à espera que apresentem na próxima semana a sua demissão", declarou Luís Marques Mendes, no habitual comentário de sábado na SIC.

Para este comentador, Pedro Passos Coelho sentenciou o fim desta gestão liderada por José de Matos. O primeiro-ministro na Redacção do Negócios mostrou-se preocupado pelo facto da Caixa Geral de Depósitos não ter reembolsado qualquer dinheiro da ajuda pública.

Depois destas declarações, o Expresso atribuiu a fonte do Governo a afirmação de que Passos Coelho estará "farto" desta administração "e houve Conselhos de Ministros em que fez referências que davam a entender isso mesmo", diz a mesma fonte anónima citada pelo jornal.

Afirmações que para Marques Mendes só têm uma conclusão possível: "Em função do que Passos Coelho disse e que vem hoje [sábado] no Expresso de fontes do Governo, a administração da CGD devia demitir-se. Estou à espera que apresentem na próxima semana a sua demissão". Isto porque "foram completamente desautorizados pelo representante do dono; o chefe do governo desautorizou-os e nunca mais são levados a sério". Mas "evidentemente que à portuguesa vão encontrar todas as razões e pretextos para se agarrarem aos lugares, mas em boa verdade estão desautorizados e ficam a prazo".

O comentador, ligado ao PSD, diz mesmo que "os gestores da Caixa não têm mais condições para se manterem em funções".

E aproveita o caso para questionar a oposição. "Perante um caso destes, inédito, importante, sério e grave, onde está a oposição que não diz uma palavra. Está a banhos? Deviam estar a questionar o primeiro-ministro", diz o comentador.

Apesar de dar até razão ao primeiro-ministro nas críticas à Caixa, Marques Mendes não deixa, no entanto, de criticar Passos Coelho.

"O
 primeiro-ministro tem muita razão, dado que esta gestão da CGD tem alguma falta de liderança eficaz, tem pouca agressividade comercial, não tem mostrado grande sensibilidade para as PME, é certo que melhorou, mas há ainda muitas queixas e sobretudo praticamente não fez ao longo destes últimos anos qualquer reestruturação interna, redução de gastos, de despesa, de estrutura, de pessoal e por isso regressou agora aos lucros mas muitíssimo mais baixos que o BCP e mesmo que o BPI. Aqui Passos Coelho tem alguma razão, para não dizer que tem bastante razão". Mas acrescenta: "Tem razão mas não tem grande autoridade para fazer esta crítica, porque esta administração foi nomeada pelo Governo de Passos Coelho já duas vezes. Foi nomeada em 2011 e voltou a ser renomeada. O que significa que está a queixar-se das pessoas que o seu Governo nomeou para lá. Significa que tem de ter mais cuidado com as escolhas que faz".




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