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Marques Mendes: Reestruturação da Caixa deve implicar saída de duas mil pessoas

O aumento de capital da CGD será mesmo de 4 mil milhões de euros, mas implicará um plano de reestruturação.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de Junho de 2016 às 22:23
A administração da Caixa Geral de Depósitos, que entrará em funções em Julho, terá alguns ex-presidentes executivos de bancos estrangeiros, segundo avançou este domingo, 12 de Junho, na SIC, Luís Marques Mendes, no habitual comentário televisivo.

Não revelou nomes, mas acrescentou ser "boa esta experiência internacional". Serão não executivos.

Quanto aos salários dos gestores, Marques Mendes considera que o banco público deve poder escolher os melhores gestores tal como os outros bancos o fazem e, acrescentou, "se se paga pouco não se conseguem os melhores", e, logo, "a gestão não é eficaz". Ainda assim, Marques Mendes espera equilíbrio. "Regras de mercado sim, mas sem exagero" e aplicadas "com bom-senso".

Marques Mendes lembra, no entanto, que ainda assim se se quer comparar aos privados não deve esquecer que como pediu apoio público, os seus salários devem ser reduzidos em 50%, tal como o BCP fez.

Na mesma intervenção, o comentador diz ter confirmado que o aumento da Caixa Geral de Depósitos será mesmo de quatro mil milhões de euros.

Mas com o aumento de capital haverá um plano de reestruturação que implicará uma redução de pessoal, por rescisões amigáveis, que poderá afectar pelo menos duas mil pessoas e a realizar até 2019. Um plano considerado muito exigente. A Caixa irá, por outro lado, reduzir a sua presença no estrangeiro, mas não em África.
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