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Membro do BCE diz que união bancária não terá efeitos no curto prazo

Ardo Hansson, membro do Conselho do BCE, defende que a união bancária só terá efeitos de longo prazo, não podendo ser utilizada na gestão imediata da crise.

Rita Faria afaria@negocios.pt 13 de Junho de 2012 às 13:56
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Ardo Hansson, presidente do banco central da Estónia e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), disse hoje que uma coordenação mais estreita entre os bancos da Zona Euro é uma medida de longo prazo que não ajudará a extinguir a crise financeira que está já a contaminar as maiores economias da Europa, como Espanha e Itália.

“Para criar confiança, queremos caminhar nessa direcção”, afirmou o responsável, citado pela Bloomberg. “Mas levará muitos anos até se criarem instituições, por isso, qualquer coisa que se decida a esse nível, não estará directamente relacionada com a gestão a curto prazo da crise”.

Os apelos para que a Zona Euro caminhe em direcção a uma “união bancária” têm-se multiplicado entre os 17 países membros, à medida que a crise europeia se agudiza e contamina algumas das maiores economias do Velho Continente.

O próprio presidente do BCE, Mario Draghi, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já vieram a público defender uma união bancária, no sentido de restaurar a confiança no sistema financeiro. No mesmo sentido, Herman Van Rompuy irá apresentar algumas propostas para aumentar a integração da Zona Euro na próxima cimeira de líderes da União Europeia, agendada para os dias 28 e 29 de Junho, em Bruxelas.
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