Banca & Finanças Miguel Relvas será accionista mas não terá papel na gestão do Banco Efisa

Miguel Relvas será accionista mas não terá papel na gestão do Banco Efisa

Depois de BE e PS terem levantado dúvidas sobre o envolvimento de Miguel Relvas na estrutura accionista da Pivot, esta sociedade veio esclarecer que o ex-ministro será apenas accionista e não administrador do banco do ex-BPN.
Miguel Relvas será accionista mas não terá papel na gestão do Banco Efisa
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 10 de fevereiro de 2016 às 20:41

Miguel Relvas não vai ser nem administrador nem gestor do Banco Efisa. Será apenas accionista. Esta é a garantia dada pelos proprietários da Pivot, a sociedade que ganhou a corrida pelo banco de investimento do ex-BPN,em reacção às dúvidas levantadas pelo Partido Socialista e pelo Bloco de Esquerda.


"Estes pequenos accionistas não vão ser representados no conselho de administração da Pivot SGPS ou Banco Efisa e não serão parte activa na gestão de nenhuma das entidades", assegura um comunicado emitido pela Aethel, a sociedade de investimento britânico que é a principal accionista da Pivot.

 

A Pivot foi a sociedade constituída, no decorrer do concurso de venda do Efisa, pela Aethel, de Ricardo Santos Silva e Aba Schubert, juntamente com o ex-vice-governador do Banco de Angola Mário Palhares e ainda com o líder da consultora Roland Berger em Portugal, António Bernardo. E foi ela que ganhou o banco que pertencia ao BPN mas que está nas mãos do Estado através da Parparticipadas. Entretanto, já em 2016, outros "pequenos accionistas" quiseram entrar no capital. No comunicado desta quarta-feira, não são mencionados os accionistas mas noutras comunicações oficiais já tinham sido avançados: entre eles está Relvas mas também Francisco Febrero, presidente da Roff, e alguns advogados.

 

Este grupo de "pequenos accionistas" "pode integrar a estrutura accionista da Pivot "caso se comprove a sua adequação e caso o seu envolvimento beneficie a actividade comercial do Efisa". Entre os novos accionistas estão advogados com ligações a geografias em que o banco quer investir como Cabo Verde e Moçambique.

 

O Banco de Portugal ainda não aprovou a operação nem a entrada dos novos "donos" do banco. O regulador presidido por Carlos Costa não tem respondido às perguntas do Negócios sobre este tema. 

 
PS e BE com dúvidas

O Partido Socialista lançou esta quarta-feira um requerimento em que chamou Miguel Relvas ao Parlamento para falar sobre a sua ligação ao Efisa, sublinhando os 90 milhões de euros públicos que foram injectados no banco em 2014 e 2015, que foi depois vendido por 38 milhões à Pivot. O Bloco de Esquerda também levantou dúvidas sobre a operação e as ligações entre o PSD e o grupo de sociedades que ficaram com activos do BPN (Parvalorem, Parparticipadas e Parups). 

 

"Em relação à recente discussão pública em torno da aquisição do Efisa, pela Pivot à Parparticipadas, a Aethel esclarece que o processo de venda foi público e conduzido por assessores financeiros e jurídicos profissionais", acrescenta ainda o comunicado, adiantando que foi alvo de escrutínio e de autorização "pelo vendedor, pelos assessores e pelos órgãos competentes do Estado". 





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