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Centeno: Governo queria integrar Banif na Caixa, mas Bruxelas não deixou

O deputado do PCP defendeu a integração do Banif na esfera pública. O Governo concorda,  e queria fazê-lo na CGD, mas a Comissão Europeia não deixa, argumenta.

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Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 22 de Dezembro de 2015 às 20:35
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O PCP recusa vota a favor do Orçamento Rectificativo proposto pelo Governo por atirar para cima dos contribuintes os "desvarios" dos bancos, implicando uma injecção de 2.255 milhões de euros de dinheiro dos contribuintes, a que se juntam 750 milhões de euros de garantias.

 

O Governo reconhece que a solução do PCP poderia ser melhor, mas Bruxelas não deixa, argumenta o ministro das Finanças, defendendo que teria sido possível fazê-lo em 2013, como alternativa à injecção de 1.100 milhões de euros no Banif.

  

O PCP "não aceita a má solução proposta neste Orçamento e entende que a melhor solução seria a integração no sistema público bancário", defendeu Miguel Tiago (na foto), depois de ter criticado a forma como o anterior Executivo geriu o dossier Banif adiando a solução. "Parece ter ido no sentido do afunilamento das opções para o entregar [o Banif] ao Santander Totta".

 

Os comunistas pediram a cabeça de Carlos Costa e defendem que os problemas do sistema financeiro são tais que uma reconfiguração do sistema de regulação não os resolverá. Os bancos deveriam ser do Estado, argumento Miguel Tiago.

 

Mário Centeno não alinhou com a posição dos comunistas sobre o controlo público do sistema financeiro, mas, na verdade, argumentou, a solução preferida do Governo para o caso específico do Banif seria até a do PCP: uma integração do Banif na CGD.

 

"O governo preferia uma outra solução, mas por restrições legais não foi implementada", já tinha afirmado Mário Centeno na sua intervenção inicial, explicando que "essa alternativa passava por uma recapitalização do Banif pelo Estado seguida de uma fusão com CGD". Só que as ajudas de Estado concedidas ao Banif e à CGD durante o programa de ajustamento implicaram, de acordo com as regras europeias, a impossibilidade de avançar com essa solução, defendeu, acrescentando que essa teria, no entanto, sido uma alternativa possível em 2013.

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