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Milhares de postos de trabalho em risco na banca mundial

Os bancos BNP Paribas e Barclays podem vir a cortar milhares de postos de trabalho nos primeiros meses de 2016. O sector cortou cerca de 100 mil empregos durante este ano.

Chris Ratcliffe/Bloomberg
André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 10:43
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Depois de quase 100 mil postos de trabalho terem sido eliminados no sector da banca durante este ano, o BNP Paribas e o Barclays preparam-se para cortar mais postos de trabalho no início de 2016, escrevia no domingo, 13 de Dezembro, o Financial Times.

 

Durante este ano, os 11 maiores bancos europeus e norte-americanos cortaram um total de mais de 10% dos seus postos de trabalho, diz o jornal.

 

A mais recente vaga de cortes aconteceu na semana passada, com o banco holandês Rabobank a suprimir nove mil postos de trabalho. Também na semana passada, o Morgan Stanley anunciou o corte de 1.200 postos de trabalho.

 

De acordo com fontes anónimas citadas pelo Financial Times, o BNP Paribas e o Barclays vão anunciar cortes nos postos de trabalho quando apresentarem as suas novas estratégias que prevêem diminuir as despesas entre 10 a 20% nos seus bancos de investimento.

 

No Barclays, o presidente executivo, Jes Staley, vai anunciar os cortes nos postos de trabalho no dia 1 de Março, quando for apresentada a nova estratégia para o banco britânico. Já o banco francês BNP Paribas vai anunciar novos cortes em Fevereiro, revelam as mesmas fontes.

 

O Financial Times diz que o sector tem vindo a sofrer uma queda nas receitas devido a uma combinação de factores, como regulamentações mais apertadas, taxas de juro baixas e pouca actividade dos clientes.

 

Na lista dos bancos que anunciaram mais cortes nos postos de trabalho durante 2015, o Novo Banco surge no 11º lugar. Segundo o Financial Times, o Novo Banco, que conta com um total de 7.700 trabalhadores, pretende eliminar mil postos de trabalho.

 

Nesta lista, o HSBC surge em primeiro lugar, com cortes anunciados na ordem dos 25 mil postos de trabalho. Seguem-se o StanChart, com um corte de 15 mil postos de trabalho, e o RBS, com 14 mil.

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