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Ministério Público continua a receber dos reguladores documentação e informações sobre caso BES

A quantidade de processos em torno do caso BES e GES continua a ser uma incógnita. Todos estão em segredo de justiça. O contacto entre MP e Banco de Portugal e CMVM mantém-se. Já haverá uma queixa-crime do regulador da banca, diz o i.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Novembro de 2014 às 16:17
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O Ministério Público não faz comentários específicos sobre os processos em torno do Banco Espírito Santo e do Grupo Espírito Santo. Encontram-se em segredos de justiça. Mas, neste momento, continua a colaboração do sistema judicial com as entidades reguladoras.

 

"O Ministério Público tem recebido das entidades reguladoras documentação e informações várias que são objecto de análise com vista à adopção, no âmbito das suas competências, dos procedimentos legalmente previstos", respondeu ao Negócios fonte oficial da Procuradoria-Geral da República. "Dada a matéria que está em causa, a equipa que investiga os processos relacionados com o denominado universo Espírito Santo trabalha em estreita colaboração com as entidades reguladoras, como o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários", continua.

 

Esta é a reacção do órgão judicial depois de o jornal i avançar que o Banco de Portugal apresentou, em Setembro, uma queixa-crime contra a anterior gestão do Banco de Portugal, de Ricardo Salgado, por suspeitas de burla, infidelidade e falsificação. "Todos os casos em que existe queixa ou indiciação de factos susceptíveis de integrar crimes são objecto de investigação", acrescenta a mesma fonte.

 

Contudo, nada mais há a acrescentar à informação que já foi prestada anteriormente: "os inquéritos respeitantes ao universo Espírito Santo encontram-se em segredo de justiça". Não se sabe quantos inquéritos estão em curso sobre este tema. A indicação é a de que o número pode oscilar tendo em conta a torrente de informação que existe sobre este assunto.

 

Esta queixa-crime do regulador liderado por Carlos Costa terá avançado durante um período em que decorre a auditoria forense que pretende verificar se a gestão de Salgado não cumpriu determinações do próprio Banco de Portugal no que dizia respeito à separação entre os ramos financeiro e não financeiro do Grupo Espírito Santo. Não foi possível obter ainda uma repsosta por parte do Banco de Portugal.

 

Em vários países onde o Grupo Espírito Santo tinha sociedades sediadas, como o Luxemburgo, há processos judiciais em curso.

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