Banca & Finanças Ministra das Finanças lamenta que BES não tenha pedido ajuda quando outros bancos o fizeram

Ministra das Finanças lamenta que BES não tenha pedido ajuda quando outros bancos o fizeram

Maria Luís Albuquerque reitera que a resolução do BES foi a melhor opção para o banco, pois com outra opção " Estado tornar-se-ia accionista, de tudo. Da parte boa, da parte má e dos riscos".
Ministra das Finanças lamenta que BES não tenha pedido ajuda quando outros bancos o fizeram
Bruno Simão
Negócios 16 de dezembro de 2014 às 10:22

A Ministra das Finanças lamenta que o Banco Espírito Santo não tenha seguido a mesma estratégia dos restantes bancos portugueses, pedindo ajuda do Estado para reforçar os rácios de capitais. Esse pedido, "eventualmente", teria evitado o colapso do banco, defendeu em entrevista ao Observador.

"Se o BES, no momento em que os outros bancos pediram apoio público, o tivesse pedido, seria diferente", disse Maria Luís Albuquerque.

 

A ministra das Finanças afirmou que os desenvolvimentos nos dias anteriores ao anúncio da resolução "acabaram por nos surpreender a todos", sendo que na Altura em que defendeu a viabilidade do banco "não era conhecida a dimensão das perdas e, portanto, aquilo que acabou por ser o resultado não era antecipável".

 

Questionada sobre outros modelos de intervenção possíveis, a ministra defendeu a resolução por ser a "solução melhor para o país, melhor para os contribuintes". Optando por outra opção "o Estado tornar-se-ia accionista, de tudo. Da parte boa, da parte má e dos riscos".

 

Maria Luís Albuquerque, na entrevista ao Observador, justificou ainda a recusa ao empréstimo ao Grupo Espírito Santo. "Um empréstimo a uma entidade não bancária não nos parece razoável" sobretudo por "envolver os contribuintes", disse a ministra, acrescentando que "nem sequer existe nenhum enquadramento legal em que tal coisa pudesse ser feita. Para além de não me parecer de todo razoável, temos imensas empresas em dificuldade em Portugal a quem o Estado não concede empréstimos, não faz parte das funções do Estado."




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