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Montepio escolhe Pedro Leitão para CEO após "ok" do Banco de Portugal

A nomeação de Pedro Leitão surge depois do Banco de Portugal ter concedido autorização a 21 de dezembro, refere o Montepio num comunicado à CMVM. Está assim desfeito o impasse na liderança executiva do banco, que vem da altura em que Félix Morgado deixou o Montepio.

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Depois de largos meses de indefinição, já há uma escolha oficial para ocupar o cargo de presidente da comissão executiva da Caixa Económica Montepio Geral. Trata-se de Pedro Manuel Moreira Leitão, que vai ser proposto na reunião do Conselho de Administração do banco que terá lugar no próximo dia 7 de janeiro.

 

A nomeação de Pedro Leitão surge depois do Banco de Portugal ter concedido autorização a 21 de dezembro, refere o Montepio num comunicado à CMVM.

 

"A Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S.A. (Banco Montepio) informa que, em 21 de dezembro de 2019, o Banco de Portugal concedeu autorização para o exercício de funções de Pedro Manuel Moreira Leitão enquanto vogal executivo do Conselho de Administração para o mandato 2018/2021. Mais se informa que será submetida proposta para a sua nomeação como Presidente da Comissão Executiva em reunião do Conselho de Administração que terá lugar no próximo dia 7 de janeiro", refere o comunicado.

 

Pedro Leitão está desde 2015 no Banco Atlântico Europa. Antes esteve no grupo em Luanda, no banco em que o BCP é acionista, o Millennium Atlântico e foi também partner da Delloite. 

Além da indigitação de Pedro Leitão como presidente executivo, os acionistas do banco tinham também aprovado como administradores não executivos José Nunes Pereira (reformado do Banco de Portugal) e António Egídio dos Reis (reformado da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), refere a Lusa.

Dois anos à espera de um CEO definitivo

 

Pedro Leitão vai suceder a Dulce Mota, que ocupou o cargo de forma temporária enquanto o banco não conseguiu escolher um CEO que agradasse ao Banco de Portugal.

 

Um impasse que durou mais de dois anos, já que foi no final de 2017 que Félix Morgado deixou de ser CEO do Montepio e desde então os nomes propostos pela Associação Mutualista Montepio Geral para o substituir de forma definitiva foram sempre recusados.

 

O economista Nuno Mota Pinto foi o primeiro a ser "chumbado" pelo Banco de Portugal, com o banco central a citar a falta de experiência do ex-administrador do Banco Mundial na banca de retalho.

 

A solução acabou por ser Carlos Tavares, o ex-presidente da CMVM, que em março de 2018 acumulou o cargo de CEO com a função de presidente do conselho de administração (chairman), mas de forma temporária.

Depois de ter terminado, em fevereiro, o prazo para Carlos Tavares ocupar os dois cargos, a solução voltou a ser interna. Dulce Mota, até aí vice-presidente da comissão executiva, passou a CEO, mas também de forma também temporária.

 

Já em 2019 foi avançado o nome de Pedro Alves para ocupar o cargo de CEO, mas o presidente do Montepio Crédito acabou por retirar a candidatura depois de o Observador ter noticiado que liderou em 2009 a equipa que criou uma estratégia que mitigou os rácios de crédito vencido no início da crise.

 
(Notícia atualizada às 11:15.)

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