Banca & Finanças Montepio está outra vez à procura de um CEO

Montepio está outra vez à procura de um CEO

Pedro Alves, presidente do Montepio Crédito, retirou a sua candidatura à liderança do Montepio. Carlos Tavares, "chairman" do banco, e Tomás Correia, presidente da mutualista, têm agora de encontrar outro nome.
Montepio está outra vez à procura de um CEO
Vitor Mota/Cofina
Rita Atalaia 08 de novembro de 2019 às 11:56
O Montepio está outra vez à procura de um CEO. O nome de Pedro Alves foi apresentado ao Banco de Portugal, mas o gestor acabou por retirar a candidatura, mantendo-se o impasse em torno da liderança do banco detido pela Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), de acordo com informação avançada pelo Observador e pelo Jornal Económico, e confirmada pelo Negócios. 

Na quarta-feira, o Observador avançou que o nome de Pedro Gouveia Alves deixou de ser hipótese para presidente do Banco Montepio. Uma decisão tomada depois de o jornal ter escrito, citando uma auditoria especial realizada pela Deloitte em 2015, que o gestor liderou em 2009 a equipa que criou uma estratégia que mitigou os rácios de crédito vencido no início da crise económica. 

Nesse mesmo dia, fonte oficial do Montepio afirmou ao Negócios que o nome de Pedro Alves não foi retirado e continua em análise. Hoje, o Económico adianta que esta análise continua, mas que o presidente do Montepio Crédito comunicou a Carlos Tavares, "chairman" do Montepio, estar indisponível para ocupar o cargo de presidente executivo da instituição financeira. Uma posição que foi também já transmitida à mutualista. 

Cabe agora a Carlos Tavares e a Tomás Correia, presidente da AMMG, apresentarem outro nome ao Banco de Portugal, de maneira a porem fim a um impasse que dura desde o início do ano. Foi nessa altura que o regulador disse a Tavares que não podia continuar a acumular os cargos de "chairman" e de CEO, passando Dulce Mota a ocupar o papel de presidente executiva de forma interina. Chegou a ser avançado que a gestora ocuparia o cargo de forma interina, mas, tal como aconteceu com Nuno Mota Pinto e João Ermida, não se concretizou.



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