Banca & Finanças Montepio fecha sucursal nas Ilhas Caimão

Montepio fecha sucursal nas Ilhas Caimão

A caixa económica já pode encerrar a sua sucursal nas Ilhas Caimão, cumprindo assim um passo do seu plano estratégico, que o obriga a desinvestir de activos mais arriscados.
Montepio fecha sucursal nas Ilhas Caimão
Diogo Cavaleiro 21 de julho de 2016 às 17:15

O Montepio encerrou a sua sucursal nas Ilhas Caimão. A decisão parte do plano estratégico da caixa económica, que pretende mitigar os riscos.

 

A informação veio num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. "A Caixa Económica Montepio Geral (‘CEMG’) informa que, no dia 11 de Julho de 2016, foram concluídos todos os procedimentos legais e operacionais necessários ao encerramento da sua sucursal nas Ilhas Cayman".

 

"O encerramento acima referido resulta da operacionalização do Plano Estratégico da CEMG para o triénio 2016-2018, aprovado na Assembleia Geral Extraordinária da CEMG realizada em 30 de Dezembro de 2015, o qual contribuirá para a mitigação dos riscos de compliance da CEMG", indica a caixa económica, totalmente detida pela associação mutualista com o mesmo nome. 

Os riscos de compliance prendem-se com as dificuldades de garantir a conformidade com os regulamentos, legislações e normas internas e externas num banco. O plano estratégico do Montepio, liderado por José Félix Morgado (na foto), visa a venda de activos mais arriscados e que pesam no balanço, como imobiliário e crédito malparado, entre outros aspectos. 

Nas Ilhas Caimão, nas Caraíbas, estava uma sucursal financeira do Montepio. Uma "off-shore", como outros bancos portugueses tinham. Foi em 1997 que o Montepio começou a apostar na internacionalização, sendo que tem escritórios de representação por várias cidades internacionais mas a actividade internacional operacional é exercida pelo Finibanco Angola e pelas instituições financeiras de Cabo Verde (MGCV) e Moçambique (Terra), onde tem participações.

 

Em 2006, o Montepio tinha já informado sobre a "dissolução e liquidação do Banco Montepio Geral – Cayman". Mas ainda não foi possível perceber qual a relação desta entidade com aquela cujo encerramento foi anunciado dez anos depois.

Não há qualquer referência às Ilhas Caimão no relatório de 2015 da caixa económica, não surgindo como entidade independente na estrutura do banco. 



(Notícia actualizada com mais informações pelas 17:32)




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