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Montepio vende posição no moçambicano Banco Terra

A Arise, parceria que envolve o holandês Rabobank para a África, comprou o Banco Terra por um valor que não foi divulgado. O Montepio tem opção de entrar nesta parceria, mas não explica como.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 31 de Agosto de 2018 às 18:17
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O Montepio vendeu a sua participação no moçambicano Banco Terra, segundo informou a caixa económica em comunicado enviado às redacções. O comprador é uma parceria entre holandeses e noruegueses.

"Com a venda de 45,78% do capital social do Banco Terra S.A, o Grupo Caixa Económica Montepio Geral deixa de deter qualquer participação na instituição financeira de direito moçambicano e cuja posição remonta a 2012", assinala o comunicado enviado às redacções pela caixa económica presidida por Carlos Tavares.

 

Não há indicações do valor da alienação deste activo.

 

A instituição moçambicana é vendida "à Arise, uma holding criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas".

 

Esta sociedade foi constituída em 2016 para que aqueles bancos europeus juntassem os seus activos africanos numa parceria. O Banco Terra foi, agora, um dos visados, tanto que o Norfund e o Rabobank já eram seus accionistas individuais e queriam transferi-las para a Arise. 

Antes da venda, o Montepio e o Rabobank tinham posições iguais (45,78%) no Banco Terra, a juntar aos 6,49% do Norfund e ainda 1,94% nas mãos de uma sociedade denominada Gapi. 

 

Foi a gestão do ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que decidiu uma operação que foi colocada em cima da mesa pela gestão de José Félix Morgado, em 2016, ainda que com contornos distintos. Na altura, foi anunciado que o Montepio iria ter, a partir de 2017, uma participação em torno de 5% na Arise, devido à transferência dos bancos moçambicano e angolano (Finibanco Angola). Quando entrou em funções, Carlos Tavares não pegou logo neste dossiê, até porque queria olhar para outras possibilidades no mercado africano. 

 

Por agora, não está prevista a entrada no capital, mas há a hipótese de tal vir a ocorrer no futuro. "O acordo em apreço é celebrado num quadro de aprofundamento da parceria com a Arise, para a exploração conjunta de oportunidades de investimento na região", indica o comunicado colocado no site da CMVM. Já na nota enviada às redacções é dito que o negócio "inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise". Não são dados mais pormenores sobre essa opção. 

O Banco Terra, com 181 trabalhadores, estava já, nas contas do Montepio, considerado como activo para venda. São 10 as agências do BTM, banco que, em 2017, tinha um activo de 54 milhões de euros e um passivo de 32 milhões.




 

(Notícia actualizada com mais informações às 18.42)

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