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Montepio oficializa retirada de cortes salariais de cima da mesa

Os sindicatos da Febase e o Montepio acordaram já a inclusão no acordo de empresa do congelamento salarial por três anos, impedindo os cortes das retribuições que a caixa económica queria fazer.

Montepio Felix Morgado
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Setembro de 2016 às 16:14
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Com congelamento das remunerações por três anos. Sem retirada de complementos de mérito a quem os recebe. O Montepio já apresentou aos sindicatos, por escrito, a proposta a integrar no acordo de empresa, que contrataria os cortes salariais inicialmente pedidos.

 

"O grupo apresentou formalmente uma nova proposta, por escrito, que em alternativa à pretensão inicial de corte de salários propõe agora o congelamento salarial por um período de três anos, comprometendo-se também a manter os complementos de mérito a todos os trabalhadores que deles já usufruem", indica uma nota nos sites do Sindicato dos Bancários do Norte e do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, que integram a Febase.

 

Esta proposta apresentada pelo Montepio consta do conjunto de cláusulas em que já há entendimento entre a caixa económica e a Febase ao fim de duas reuniões. Na semana passada, os sindicatos tinham revelado que esta era a nova proposta da instituição financeira para não avançar com uma redução, transitória, nas retribuições pagas aos trabalhadores.

 

Há ainda outras cláusulas, não identificadas, que já estão acordadas mas ainda serão analisadas novamente "quer pelos sindicatos quer pela administração". Estas são negociações que se integram na elaboração do acordo de empresa, já que a instituição presidida por José Félix Morgado se recusou a assinar o acordo colectivo de trabalho da banca.

 

A Febase, federação que junta vários sindicatos, tem nova reunião marcada para 4 de Outubro com o grupo de trabalho que está a negociar o acordo de empresa por parte do Montepio.

 

Neste momento, o Montepio está a cortar custos de forma a equilibrar o balanço (já equilibrou uma parte com a capitalização e a passagem de activos para a sua casa-mãe, Associação Mutualista Montepio Geral, que não responde às exigências da supervisão bancária). Uma das reduções que instituiu foi a retirada das isenções dos horários de trabalho aos trabalhadores, afectando 500 funcionários do quadro.

 

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