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Morais Pires começa intervenção a dizer que havia departamentos no BES que não controlava

Embora fosse administrador financeiro, Amílcar Morais Pires não tinha o cargo de contabilidade e da relação com investidores. Esses estavam a cargo de Salgado.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 18:09
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Amílcar Morais Pires, que entrou para o Banco Espírito em 1986, começou a sua intervenção na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES a assinalar que havia "departamentos importantes" que não estavam sob a sua tutela.

 

O departamento de planeamento e contabilidade, disse o responsável na sua intervenção inicial, que "normalmente é o CFO [administrador financeiro] que tem" estava nas mãos de Ricardo Salgado. Esta é a unidade responsável pela definição do perímetro de consolidação nos resultados finais.

 

Não só. A área de relações com investidores, "embora seja comum" estar com o administrador financeiro, estava também com Salgado, ressalvou Morais Pires.

 

O antigo CFO de Salgado, e também seu braço-direito, alertou que o departamento do risco global do BES tinha como responsáveis "José Maria Ricciardi e, nos últimos anos, também Joaquim Goes". O departamento de "compliance" também era de Salgado, "somente nos últimos meses o Dr. António Souto passou a ter essa responsabilidade".

 

"Só sou administrador do BES e subsidiárias, nunca tive qualquer responsabilidade fiduciária acima do BES", ressalvou, tirando qualquer culpa por eventuais problemas no ESFG e outras empresas do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo.

 

Morais Pires enumerou muitos outros departamentos sobre os quais não tinha tutela. 

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