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Morais Pires: "Há os donos disto tudo. Eu não era o faz-tudo"

Ricardo Salgado era conhecido como "dono disto tudo". Mas Morais Pires recusa que fosse o faz-tudo do Banco Espírito Santo.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 19:09
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Amílcar Morais Pires passou o início da audição da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES a referir que não tinha responsabilidades sobre "departamentos importantes" do banco.

 

"Eu não era o faz-tudo. Há os donos disto. Eu não era o faz-tudo", expressou o antigo braço-direito de Ricardo Salgado, fazendo uma ligação com o nome com que o ex-banqueiro era conhecido "dono disto tudo".

 

A afirmação de Morais Pires foi feita na resposta ao deputado comunista Miguel Tiago, quando questionado sobre questões do BES Angola, unidade africana que estava sob a tutela do CFO.

 

Contudo, Morais Pires afirmou, por exemplo, que não se consegue "dividir" nem tem o dom da ubiquidade. Na sua intervenção inicial, o antigo responsável do BES, que chegou a ser candidato a sucessor de Salgado, referiu vários departamentos, normalmente atribuídos ao administrador financeiro, que não estavam sob a sua tutela.

 

Quando questionado sobre o fundo Espírito Santo Liquidez, da ESAF, que tinha também uma elevada exposição ao ramo não financeiro do GES, Morais Pires também respondeu que este não estava no seu pelouro. 

 

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