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Morais Pires invoca segredo de justiça para não falar de Eurofin

O ex-administrador financeiro do BES diz que não é arguido mas que teve conhecimento, nas buscas, de questões sobre o tema Eurofin, pelo que diz estar em segredo de justiça.

Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 18:14
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Amílcar Morais Pires invocou o segredo de justiça para não falar das operações da Eurofin, porque, disse na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e GES, foram informações a que teve acesso aquando de buscas judiciais.

 

O presidente da comissão parlamentar de inquérito, Fernando Negrão, no arranque da audição ao antigo administrador do BES, esta quinta-feira, 11 de Dezembro, relatou que Morais Pires invocou o segredo de justiça não porque seja arguido mas "pelo facto de ter tido conhecimento do processo através de instrumentos judiciais através de mandatos de busca".  

 

Morais Pires terá sido um dos administradores do BES que foi alvo de buscas judicias no âmbito de casos Universo Espírito Santo mas, segundo Negrao, não foi constituído arguido. Os arguidos foram dois dos seus antigos colaboradores, como Isabel Almeida.

 

Sobre o tema Eurofin, a intermediária financeira suíça envolvida em operações que causaram prejuízos de 1,2 mil milhões de euros ao BES, pouco disse. Apenas referiu que os veículos especiais utilizados nessas operações "são do Crédit Suisse, existentes há mais de 10 anos e auditadas pela KPMG".

 

Morais Pires também invocou o segredo profissional bancário para não falar sobre questões a que teve acesso enquanto funcionário do BES, desde 1986. Contudo, este segredo pode ser contornado pelos deputados de uma comissão parlamentar de inquérito – e já foi levantado, pelo que Morais Pires falará sobre isso. 

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