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Morais Pires: "Já todos concluímos que Ricardo Salgado podia ter saído mais cedo"

Ricardo Salgado "nunca" podia ser a pessoa escolhida para liderar o banco quando esteve foi obrigado a cortar a exposição às empresas do ramo não financeiro do GES, segundo o administrador financeiro do BES até Julho de 2014.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 22:41
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O ex-administrador financeiro do Banco Espírito Santo acredita que o presidente executivo devia ter deixado aquele cargo mais cedo do que o que efectivamente aconteceu.

 

"Já todos concluímos que o dr. Ricardo Salgado podia ter saído mais cedo", sublinhou Amílcar Morais Pires na audição desta quinta-feira, 11 de Dezembro, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

Esta indicação foi dada porque, na sua óptica, Salgado, enquanto presidente do BES e também grande responsável do ramo não financeiro do GES, "nunca podia ser o responsável pela blindagem do BES [face ao GES]".

 

O Banco de Portugal, no final de 2013, obrigou o Banco Espírito Santo a parar os financiamentos a empresas do ramo não financeiro, que estavam já altamente endividadas.

 

Na opinião de Morais Pires, essa determinação acabou por "destruir as empresas" não financeiras. De qualquer forma, era muito difícil conseguir resolver a questão dessas sociedades. Era preciso "peritos". O BES já estava exposto ao GES, tanto de forma directa como indirecta. 

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