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Morais Pires nunca falou com Carlos Costa quando foi candidato a CEO do BES

"Nunca tive nenhuma conversa privada com o senhor governador do Banco de Portugal nem mesmo durante aquela semana e meia em que estive indigitado", garantiu o antigo administrador do BES.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 18:54
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Amílcar Morais Pires nunca falou com Carlos Costa sobre a sua nomeação para presidente executivo do Banco Espírito Santo, em substituição de Ricardo Salgado. O banqueiro é que assegurava esses contactos.

 

"Nunca tive nenhuma conversa privada com o senhor governador do Banco de Portugal nem mesmo durante aquela semana e meia em que estive indigitado", disse Morais Pires em resposta ao comunista Miguel Tiago, na audição desta quinta-feira, 11 de Dezembro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e GES.

 

"Tive sempre fé em Ricardo Salgado", disse o antigo administrador financeiro do BES e que foi proposto pela família Espírito Santo para substituir Salgado a 20 de Junho de 2014, mas que acabou por ser rejeitado pelo Banco de Portugal. "Fiz sempre fé nas conversas que Ricardo Salgado teve", já havia dito na intervenção inicial.

 

Morais Pires ressalvou que as "únicas reuniões" em que esteve com Carlos Costa "eram públicas ou com outros administradores".

 

Salgado pediu a 18 de Junho para que Morais Pires aceitasse ser o presidente da comissão executiva do BES. A 20, foi emitido um comunicado público com essa informação. "A minha missão era só completar o mandato que terminava no final do exercício de 2015".

 

No mesmo dia, o Banco de Portugal emitiu um comunicado a referir que ia analisar a idoneidade de Amílcar Morais Pires, o então administrador financeiro (CFO), para presidente executivo (CEO). "Este comunicado, de facto, gerou uma perturbação de mercados", disse.

 

O documento foi conhecido a 20. A 4 de Julho, é tornado público que Vítor Bento é o escolhido para suceder a Salgado - "tendo deixado cair a minha indigitação", disse Morais Pires. É nesse período que nunca teve qualquer contacto privado com o governador do Banco de Portugal.

 

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