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Mutualista abre a porta a parceiros estratégicos nos seguros mas sem perder controlo

Virgílio Lima, presidente da mutualista, afasta a entrada de um acionista de relevo no Banco Montepio, mas deixa a porta aberta a parcerias estratégias no ramo segurador, sem perder, contudo, o controlo do capital.

O Banco Montepio, liderado por Pedro         Leitão, registou uma descida dos lucros de 17% para 5,4 milhões de euros nos primeiros três meses do ano.
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Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 01 de Julho de 2020 às 13:12
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Vírgilio Lima afasta a entrada de um acionista de relevo no Banco Montepio. Deixa, no entanto, a porta aberta a novos parceiros estratégicos no setor segurador. Isto, refere o presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, sem perder o controlo do capital. 

"Quando falamos de investidores é para outras entidades do grupo [e não para o Banco Montepio], nomeadamente para os seguros", referiu Virgílio Lima num encontro com jornalistas, esta quarta-feira, para analisar os resultados da mutualista para 2019. 

"Num momento posterior e depois da crise que os seguros também viveram, como toda o setor financeiro, [os seguros] estão numa inversão de tendência com resultados positivos sustentados", disse, acrescentando que, "nesse contexto, e nao tendo a importância estratégica que o banco tem [para a mutualista], admitimos ter alguns parceiros estratégicos mas sem perda do controlo". 

Sobre a possível entrada de um acionista de relevo no capital do Banco Montepio, Virgílio Lima afirmou que "se há um novo acionista, ainda que minoritário, que entre com uma posição significativa vai querer também ter intervenção na gestão", perdendo-se o modelo mutualista e entrando numa lógica mais de capital. 

As declarações foram feitas durante a análise dos resultados da mutualista referentes ao ano passado, naquela que foi a primeira conferência de imprensa com Virgílio Lima na liderança da dona do Banco Montepio. Tomás Correia abandonou o cargo em dezembro do ano passado. 

A Associação Mutualista Montepio Geral registou prejuízos de 408,8 milhões de euros em 2019, o que compara com o lucro de 1,6 milhões registado no ano anterior. Estes prejuízos recorde foram registados devido, sobretudo, à desvalorização do Banco Montepio (-377,5 milhões) e da Montepio Seguros (-14,8 milhões) no balanço da mutualista e que foi exigida pela PwC. Isto obrigou a mutualista a reforçar as imparidades com as duas participadas em 392 milhões de euros.
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