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Negociações com Anbang para a venda do Novo Banco decorrem até final de Agosto

O Banco de Portugal confirmou esta quarta-feira, 19 de Agosto, que seleccionou um dos três finalistas para negociar a venda do Novo Banco. As negociações exclusivas com o grupo chinês Anbang devem decorrer “até ao final do presente mês de Agosto”.

Carlos Costa é o 25.º Mais Poderoso 2015
O poder que teve ao dividir o BES em banco mau e Novo Banco é o que delapida o seu poder. O governador do Banco de Portugal foi este ano reconduzido no cargo, mas inicia o segundo mandato com menos poder formal e de facto. Sobem de tom as críticas e sofisticam-se os raciocínios sobre o que não fez para impedir que o BES chegasse onde chegou. Perspectivam-se anos, se não décadas, de litígios. E o centro nevrálgico da supervisão mudou-se para Frankfurt. A sua manutenção, embora sem consenso no Governo, revela que mantém algum poder.
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 19 de Agosto de 2015 às 19:09

As negociações entre o Banco de Portugal e o grupo segurador chinês Anbang para a venda do Novo Banco podem decorrer "até ao final do presente mês de Agosto", revelou a entidade liderada por Carlos Costa num comunicado emitido esta quarta-feira, 19 de Agosto.

 

Nesta nota, a entidade de supervisão confirma ter "dado início à fase IV do procedimento relativo à alienação do Novo Banco", que "corresponde à decisão final e compreende um período de negociação com o potencial comprador seleccionado pelo Banco de Portugal. Está previsto que essas negociações decorram até ao final do presente mês de Agosto".

 

A instituição não adianta qual dos três finalistas foi seleccionado para a fase de negociações exclusivas, mas está em causa a Anbang, maior grupo segurador chinês, tal como o Negócios avançou em primeira mão a 12 de Agosto.

 

O Banco de Portugal adianta ainda que "as propostas vinculativas entregues pelos dois outros potenciais compradores permanecem integralmente válidas". Em causa estão as ofertas apresentadas pelo grupo norte-americano Apollo Global Management e pelo conglomerado chinês Fosun.

 

Apesar das propostas destes dois candidatos serem válidas até ao final de Outubro e estes dois finalistas poderem ser chamados para rondas sucessivas de negociação, o Negócios sabe que, no limite, apenas a oferta da Apollo poderá ser ainda repescada. E, no cenário limite de não ser possível fechar um acordo de venda aceitável, o Banco de Portugal admite adiar a alienação do banco que herdou os activos saudáveis do BES para momento mais oportuno.

"No final da fase IV, e depois de avaliados os resultados das negociações à luz das regras previstas no caderno de encargos, o Banco de Portugal tomará uma decisão sobre o processo de alienação do Novo Banco", refere a nota da entidade liderada por Carlos Costa.


(Notícia actualizada às 19h13)
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