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Nelson Machado: "Activo Bank é um trunfo que pode ser usado pelo BCP para várias coisas"

O presidente do banco de serviços digitais acredita que o Activo Bank tem por onde crescer. O crédito dará a ajuda. A consolidação não é, para já, um objectivo. Mas o accionista BCP pode querer utilizá-lo para vários fins: até porque o conceito do Activo é "exportável".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2015 às 08:00
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O Activo Bank pode ser utilizado pelo Banco Comercial Português, seu accionista, para inúmeras finalidades, nomeadamente internacionalização. "O Activo é, neste momento, um trunfo que pode ser usado para várias coisas", defende o presidente do banco de serviços digitais.

 

Nelson Machado acredita que, embora o accionista BCP esteja "muito satisfeito", o Activo Bank é encarado "como um potencial instrumento para uma entre várias coisas: ou internacionalização, ou para ter parceiro nacional ou para ajudar a pensar a rede de retalho", disse aos jornalistas num encontro esta terça-feira, 10 de Fevereiro.

 

Contudo, Nelson Machado, que lembrou não representar o accionista, pelo que não podia responder por ele, diz que é difícil responder se o BCP quer alienar a posição ou parte dela. Ainda assim, admitiu que a marca pode ser alvo de venda no exterior – "o conceito do Activo é exportável". Há bancos asiáticos a visitar a instituição para replicar o serviço, confessou.

 

Neste momento, o banco quer crescer mas por si só. O Best, banco electrónico que pertence ao Novo Banco (herdeiro do BES), não é visto como uma oportunidade. "O Best é um óptimo banco, muito bem gerido, muito consistente naquele caminho", começa por dizer. Contudo, o banco – tal como o BIG – está direccionado para um "nicho". Elogiando-os do ponto de vista tecnológico, Nelson Machado defende que não são tão bons nos clientes que captam.

 

"Não tenho particular interesse em crescer assim. Prefiro crescer com os meus 100 mil clientes e fazerem crédito comigo", disse.

 

O Activo acabou 2014 com 73,1 mil clientes, mais 17 mil que no ano anterior. O CEO acredita que será possível atingir a barreira dos 100 mil até ao primeiro trimestre de 2016. A margem para expandir-se virá, segundo Nelson Machado, do crescimento da concessão de crédito, que se encontra ainda bastante abaixo dos recursos obtidos dos clientes. Em 2014, o banco voltou a apresentar resultados positivos, de 5.038 milhões, o primeiro lucro ao fim de seis anos, que foi ajudado pela venda de dívida pública. 

 

 

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