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Novo Banco agrava perdas em 92% no primeiro trimestre para 179 milhões

O Novo Banco fechou o primeiro trimestre com perdas de 179,1 milhões de euros, um agravamento de 92,3% face a igual período de 2019. O impacto da pandemia ascendeu a 164 milhões de euros.

António Ramalho
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O Novo Banco registou prejuízos de 179,1 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, um agravamento de 92,3% face aos resultados negativos de 93,1 milhões de euros registados no primeiro trimestre de 2019, indicou esta sexta-feira o banco liderado por António Ramalho em comunicado enviado à CMVM. Isto num período em que a instituição reforçou as imparidades em 70 milhões para responder à pandemia.

A instituição financeira destaca que a margem financeira avançou 10,1% neste período, ascendendo a 137,4 milhões de euros, enquanto o produto bancário comercial cresceu 5,5% em termos homólogos, totalizando 207,9 milhões de euros.

Os custos operacionais diminuiram 3,7%, para 115,8 milhões de euros e o resultado operacional core cresceu 20,1%, para os 92,1 milhões de euros.

Contudo, sublinha o Novo Banco, "a evolução positiva foi condicionada pela influência dos efeitos da pandemia Covid-19", quer pelo impacto negativo nos resultados de operações financeiras, que se cifrou em 93,6 milhões de euros, "a refletir a volatilidade do mercado no primeiro trimestre de 2020", quer pelo reforço do provisionamento para crédito "incluindo 70 milhões de euros para potenciais impactos decorrentes da pandemia". 

De acordo com o banco, o grupo
registou um reforço de provisões no montante de 151,5 milhões de euros, "sendo as dotações para crédito de 141,7 milhões de euros (acréscimo de 64 milhões de euros), para outros ativos e contingências de 7,7 milhões de euros (quebra de -68,1 milhões de euros) e para títulos de 2,1 milhões de euros". 

"O abrandamento da atividade bancária em linha com o evoluir da crise económica, levou inevitavelmente ao agravamento do custo do risco, tendo as imparidades para riscos de crédito sido reforçadas adicionalmente em 69,7 milhões de euros" para antecipar "perdas esperadas relacionadas especificamente com a pandemia covid-19", refere o Novo Banco, deixando o alerta: "É esperado que o nível de provisionamento se mantenha elevado nos próximos trimestres".

Quebra nos créditos
Já o crédito a clientes (bruto) registou uma quebra de 131 milhões de euros face a dezembro de 2019, indica o banco. "A redução observada no crédito a empresas no primeiro trimestre de 2020 teve especial incidência no crédito não produtivo da atividade legacy que decresceu 152 milhões de euros". 

 

Quanto aos recursos totais de clientes, estes totalizavam 34,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 0,2% face ao final do ano passado. 

Já o crédito malparado passou
 para 3.268 milhões em março deste ano, face aos 6.457 milhões registados no período homólogo. Uma melhoria que levou o rácio de NPL a situar-se nos 11,1%.


Banco recorrente com prejuízos de 75 milhões
No primeiro trimestre, o banco recorrente
 "registou um resultado negativo de -75,1 milhões de euros, "apresentando um decréscimo de -127,8 milhões de euros face ao período homólogo do ano anterior", refere o Novo Banco.

Um resultado, continua, "decorrente dos resultados de operações financeiras (variação homóloga de -111,0 milhões de euros) e do agravamento registado nas imparidades e provisões (+32,0 milhões)". Ainda assism, destaca o "desempenho positivo" da margem financeira e a "estabilidade apresentada pelo comissionamento". Isto permitiu um aumento do produto bancário comercial em 4,8% face ao primeiro trimestre de 2019.

(Notícia atualizada com mais informação.)

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