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Novo Banco cortou mais funcionários até Março que em todo o ano passado

Nos primeiros três meses do ano saíram do banco 436 colaboradores, comparado com os 411 que deixaram a instituição ao longo de 2015. A meta para 2016 aponta para uma redução de 1.000 funcionários.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 27 de Maio de 2016 às 11:07
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O número de empregados que deixou o Novo Banco nos primeiros três meses deste ano superou o daqueles que saíram do sucessor do BES em todo o ano de 2015. Isto numa altura em que o plano de reestruturação feito em articulação com o Banco de Portugal e remetido à Comissão Europeia prevê uma diminuição de 1.000 colaboradores durante 2016.

Segundo a sua apresentação de contas trimestrais, dada a conhecer esta sexta-feira, em 31 de Março passado a instituição contava com 6.875 funcionários, menos 436 do que no final do ano passado. Um valor que compara com os 411 empregados que o banco deixou de ter em todo o ano de 2015.

A maior redução teve lugar na operação em Portugal – menos 263 colaboradores -, com as operações internacionais a registarem uma perda de 173 postos de trabalho. A actividade no estrangeiro concentra agora 567 funcionários, menos de 10% do total.

Os custos com pessoal passaram de 101,1 milhões de euros no primeiro trimestre de 2015 para 81,4 milhões um ano depois. Já o peso dos custos com pessoal sobre o produto bancário reduziu-se de 45,2% para 34,8% entre o final de 2015 e Março deste ano.

Esta segunda-feira, 23 de Maio, a administração do Novo Banco comunicou à comissão de trabalhadores a decisão de avançar com o despedimento colectivo de 56 colaboradores, número que ascende a 69 se incluídos 13 funcionários de empresas do grupo, como a seguradora GNB Vida. Em comunicado no início do mês, a administração referia que o número de colaboradores a dispensar através de um despedimento colectivo ficará "claramente abaixo dos 100 trabalhadores.

Já a redução do número de balcões foi menos pronunciada no trimestre, tendo o Novo Banco encerrado 10 agências em Portugal, passando a deter 586. O negócio internacional manteve o mesmo número de balcões: 39.

Com este número de presenças físicas, o banco fica à distância de 75 balcões (36 se só considerados os localizados em território nacional) de atingir a meta dos 550 inscrita no plano de reestruturação enviado para Bruxelas.

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