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Novo Banco diz que Apollo fez “melhor proposta” para a Tranquilidade

O Novo Banco acaba de comunicar oficialmente o acordo de venda da Tranquilidade à gestora de “private equity” Apollo. A instituição ainda liderada por Vítor Bento justifica o negócio com o facto de esta ter sido a “melhor proposta recebida durante o processo de venda”.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 16 de Setembro de 2014 às 19:11
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O Novo Banco chegou a acordo com os norte-americanos da Apollo quanto aos termos de venda da Tranquilidade e a "contrapartida acordada corresponde à melhor proposta recebida durante o processo de venda conduzido pela accionista da companhia, entretanto sujeita a ajustamentos decorrentes de alterações relevantes no balanço da companhia verificadas entre 31 de Dezembro de 2013 e a presente data", informa a instituição financeira em comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

"A transacção negociada com a Apollo está a ser acompanhada pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e, quando concretizada, permitirá a implementação do plano de financiamento e recuperação da Companhia de Seguros Tranquilidade aprovado por este regulador", adianta o mesmo documento.

 

Tal como o Negócios noticiou em primeira mão, o Novo Banco e a Apollo fecharam na semana passada as condições da venda da Tranquilidade, aguardando apenas a luz verde informal do ISP e do Banco de Portugal para formalizarem este acordo, o que acabou por acontecer na madrugada de sexta-feira para sábado, 13 de Setembro. Os termos do negócio prevêem que o banco ainda liderado por Vítor Bento receba, em termos líquidos, 44 milhões de euros. A Apollo compromete-se ainda a injectar 150 milhões para repor o nível de solidez da seguradora.

 

De acordo com o comunicado divulgado esta terça-feira, o Novo Banco "chegou a acordo com o fundo de investimento Apollo Management quanto aos termos que irão regular a venda de acções representativas da totalidade do capital social da Companhia de Seguros Tranquilidade. As referidas acções foram dadas em penhor financeiro ao Novo Banco para cobertura de um crédito concedido à Espírito Santo Financial Group. A venda agora acordada irá concretizar, quando efectuada, a execução do referido penhor financeiro".

 

Agora, a efectiva mudança de controlo da Tranquilidade "está sujeita à verificação de um conjunto de condições, incluindo as autorizações regulatórias necessárias à transacção".

 

(Notícia actualizada às 19h25)

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