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Nuno Amado admite reduções adicionais no quadro do BCP

Venda na Roménia ou novas diminuições do quadro de pessoal estão em cima da mesa. O presidente do banco português espera que os remédios impostos pela ajuda do Estado sejam conhecidos em Junho.

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As novas reduções de pessoal no BCP fazem parte de “um dos temas que está em cima da mesa nas negociações com a União Europeia”, admitiu esta segunda-feira, 6 de Maio, o presidente executivo do banco privado, Nuno Amado.

 

“Pode ser que tenhamos que fazer alguma redução adicional do lado da oferta bancária. A economia portuguesa tem um nível de endividamento alto, por isso parece razoável que haja uma redução da procura de serviços bancários e do produto bancário, sobretudo se as taxas de juro se mantiverem baixas. É provável que haja uma necessidade e uma redução adicional da estrutura dos bancos. Não vejo forma de fugir a esta dinâmica”, afirmou Amado na conferência de imprensa do BCP, depois da apresentação de resultados relativos ao primeiro trimestre.

 

O banqueiro admitiu reduções adicionais do quadro de pessoal do banco como um remédio acordado com a Comissão Europeia para compensar a ajuda estatal recebida. Uma das outras questões a ser discutida é a venda na Roménia.

 

“Era desejável que o acordo com as autoridades europeias sobre os remédios por causa da ajuda do Estado aconteça em Junho”, adiantou ainda Nuno Amado, na conferência de imprensa do BCP, depois da apresentação de resultados relativos ao primeiro trimestre.

 

As instituições financeiras portuguesas têm de implementar planos de reestruturação aprovados pela Comissão Europeia como contrapartida pelo facto de terem recorrido à linha de ajuda estatal. Bruxelas quer garantir que não há vantagens concorrenciais por parte dos bancos que beneficiaram da linha disponibilizada pela troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

 

Contudo, a negociação dos remédios que têm de ser implementados pelos bancos tem demorado. Nuno Amado tinha dito já em Abril, em declarações à agência Bloomberg, que esperava que o plano estivesse finalizado nesse mês, o que não ocorreu.

 

Nos resultados do primeiro trimestre, em que apresentou um prejuízo de 152 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o BCP revelou uma queda de 10% dos colaboradores em Portugal para 8.954 e uma diminuição de 3,3% na actividade internacional para 11,251 trabalhadores.

 

“Os custos com o pessoal reduziram 12,5% para 170,0 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013, face aos 194,3 milhões de euros apurados no trimestre homólogo de 2012”, indica o comunicado emitido pelo BCP.

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