Banca & Finanças Nuno Amado espera "bom senso" de Angola na reacção ao caso BPI

Nuno Amado espera "bom senso" de Angola na reacção ao caso BPI

O presidente do BCP espera "que o bom senso prevaleça" na reacção de Angola ao caso BPI. "Não é uma situação fácil", reconhece Nuno Amado.
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"Espero que prevaleça o bom senso" na reacção de Angola ao fracasso das negociações entre os dois maiores accionistas do BPI, sublinhou Nuno Amado quando questionado sobre se temia retaliações das autoridades angolanas contra os bancos portugueses com presença em Angola.

 

O presidente do BCP, cujo maior accionista é a petrolífera angolana Sonangol, com 17,84%, reconhece que "não é uma situação fácil", mas adianta "não saber entrar em detalhes sobre" o tema.

 

Os dois maiores accionistas do BPI, o CaixaBank e Isabel dos santos, acordaram uma solução para responder a exigência do BCE para que o banco reduza a sua exposição a angola. Mas o acordo fracassou. O BPI responsabilizou A empresária angolana que veio revelar que o acordo nunca foi finalizado.

 

Em resposta, o grupo catalão lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o banco, que ganhou mais possibilidades de sucesso depois de o governo ter aprovado um diploma que facilita o fim do limite de votos na instituição. Uma iniciativa que, segundo diversos observadores, pode suscitar retaliações das autoridades angolanas sobre os interesses portugueses em Angola.

 

Quanto à possibilidade de o BCE, enquanto supervisor directo do BCP, poder ser mais severo com o banco por o seu maior accionista ser angolano, Nuno Amado preferiu não comentar. "A relação entre o BCP e o BCE é uma relação privada, não vou entrar em detalhes sobre isso", limitou-se a responder. 




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