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Nuno Amado fala em negociação positiva sobre recapitalização do BCP

Os pontos da ordem de trabalhos da Assembleia geral foram todos aprovados pelos accionistas, incluindo a redução do capital social.

Rita Faria afaria@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 14:30
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O Presidente executivo do Banco Comercial Português, Nuno Amado, recusou hoje revelar mais detalhes sobre o plano de recapitalização do banco, uma vez que este ainda não ficou fechado e está a ser negociado com as autoridades.

“O BCP já fez uma entrega preliminar e uma proposta que está em negociação”, revelou aos jornalistas o CEO do banco, no final da assembleia geral do BCP.

“Espero que haja evolução nos próximos dias. Estamos num processo negocial e quando se está num processo negocial positivo, não se pode fazer comentários”, acrescentou.

O Negócios noticia hoje que as negociações do BCP e do BPI com o Estado sobre o recurso dos dois bancos a apoio público deverão ficar fechadas na próxima semana, se o ritmo das conversações prosseguir em linha com a evolução dos últimos dias.

Dos quase três mil milhões de euros de que o BCP necessita para cumprir as metas de capital da Autoridade Bancária Europeia (EBA) e do BdP, dois mil milhões deverão ser assegurados por recursos públicos. Deste valor, menos de metade corresponde à almofada de capital para a exposição à dívida europeia, única componente do esforço de capitalização que o supervisor nacional aceita que seja coberta com "CoCos" a subscrever pelo Estado.

Sobre os detalhes da portaria que regula a entrada do Estado no capital dos bancos, Nuno Amado recusou também fazer grandes comentários, afirmando que a lei é para cumprir e que “tudo pode ser melhorado na vida”.

Dos quase três mil milhões de euros de que o BCP necessita para cumprir as metas de capital da Autoridade Bancária Europeia (EBA) e do BdP, dois mil milhões deverão ser assegurados por recursos públicos. Deste valor, menos de metade corresponde à almofada de capital para a exposição à dívida europeia, única componente do esforço de capitalização que o supervisor nacional aceita que seja coberta com "CoCos" a subscrever pelo Estado.

Em relação à assembleia geral de hoje, Nuno Amado revelou que “correu muito bem, com uma clara maioria, uma boa representação e uma grande unanimidade quanto às propostas apresentadas”.

Os 10 pontos da ordem de trabalhos foram aprovados com mais de 99% dos votos, incluindo a proposta de redução do capital do banco, para cobrir os prejuízos de 2011 (849 milhões) e as perdas decorrentes da passagem de parte do fundo de pensões para o Estado que, responsáveis por quase metade dos 1,5 mil milhões de reservas negativas contabilizadas no ano passado.






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