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Nuno Amado: "Aos depositantes digo que o mais importante é a posição de capital"

Presidente do BCP desvalorizou o impacto dos prejuízos de 544 milhões de euros que o banco registou no primeiro semestre, afirmando que o "capital é o mais forte de sempre".

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 27 de Julho de 2012 às 17:54
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Nuno Amado descansou hoje os depositantes do Banco Comercial Português, devido ao facto de o banco ter apresentado prejuízos de 544,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano.

“Aos depositantes digo que os resultados são o que são e que o mais importante é a posição de capital e de liquidez. É o essencial para a confiança no banco”, disse Nuno Amado na conferência de apresentação de resultados, assinalando que o capital do BCP “é o mais forte de sempre”.

O rácio Core Tier 1 do BCP atingiu os 12,1% no final do semestre, depois do plano de recapitalização, com a injecção de 3,5 mil milhões de euros através dos chamados “CoCos”, ou seja, instrumentos de contingente passíveis de serem convertidos em acções. Esta operação permitiu ao BCP registar o maior rácio “de sempre”, cumprindo assim as exigências do Banco de Portugal (10%). Com base nas regras da EBA, o rácio ascendeu a 9,7%, também superior às exigências (9%).

“O equilíbrio do balanço é o mais forte dos últimos anos. Os resultados são conjunturais e o capital e o balanço são estruturais. Neste aspecto as notícias são boas” sublinhou Amado.

O banco registou prejuízos de 544,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, devido às imparidades relativas à Grécia e a Portugal. Os resultados foram piores do que o previsto pelos analistas, que apontavam para um prejuízo médio de 495 milhões de euros, de acordo com três casas de investimento.

O banqueiro sublinhou que os prejuízos estão “em linha com o plano de capitalização entregue ao Banco de Portugal”.
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