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Nuno Amado: “São resultados difíceis mas em linha com o plano de capital”

O presidente-executivo do BCP, Nuno Amado, revelou que o banco vai “antecipar para este ano as poupanças anuais de 70 milhões de euros previstas para 2015”.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 06 de Maio de 2013 às 18:53
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“São resultados difíceis mas em linha com o plano de capital e com a evolução do cenário macroeconómico”, disse Nuno Amado referindo-se aos resultados que o banco registou no primeiro trimestre de 2013.

 

Neste período, o banco obteve um prejuízo de 152 milhões de euros, o que compara com o resultado líquido acumulado de 40,8 milhões de euros alcançado no primeiro trimestre de 2012.  É o quarto trimestre consecutivo em que o banco apresenta um resultado líquido negativo.

 

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, Nuno Amado revelou que o banco “vai antecipar para este ano as poupanças anuais de 70 milhões de euros” previstas para 2015.

 

O presidente executivo do BCP comentou a venda da unidade grega ao Piraeus Bank, afirmando que a grande vantagem deste acordo é “mitigar o risco grego”. “Liberta 4 mil milhões de euros de activos ponderados pelo risco e deixamos de ter o efeito negativo da Grécia nos resultados”, acrescentou Nuno Amado.

 

O banco prevê que o "break-even" na actividace doméstica aconteça no final de 2014. "Esperamos que a partir do final de 2014 todos os mercados em que estamos presentes contribuam positivamente para os resultados.

Vamos ter que fazer algo mais para recuperarmos a rentabilidade em 2014."

 

BCP quer conceder 4 mil milhões de euros de créditos nos próximos anos

 

Para Nuno Amado “nota-se uma redução menor na concessão de crédito”. “Há sinais de estabilização no financiamento às empresas em Portugal”, revelou Nuno Amado, dizendo que o BCP pretende conceder quatro mil milhões de euros de crédito em Portugal nos próximos anos.

 

“A almofada de capital do BCP pelas regras da EBA (Autoridade Bancária Europeia) seria anulada se a dívida que o banco tem em carteira fosse valorizada a preços de mercado para esse efeito”, sublinhou Nuno Amado. “O rácio de capital do banco pelas regras da EBA seria de 11,2%, em vez dos actuais 9,6%. Actualmente, a carteira tem mais-valias em vez de menos valias de mais de 850 milhões que tinha quando a EBA fixou o ‘buffer’ de capital para a dívida soberana em Setembro de 2011”.

 

(Notícia em actualização)

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