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O que disse Mário Centeno na sétima audição da comissão de inquérito ao Banif

Cinco horas e meia de audição do ex-ministro em que foram várias as acusações para o anterior Executivo e também foram atiradas farpas às intransigências da Comissão Europeia.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 07 de Abril de 2016 às 23:59
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"Não desejo a ninguém vender um banco num dia". Mário Centeno teve esta reacção quando confrontando com as dúvidas levantadas ao processo de resolução do Banif, em que o banco foi vendido ao Santander Totta.

 

Um dos custos deveu-se, em parte, à transferência de activos para o veículo Oitante, que transitaram a um terço do seu valor (desconto de 66%). Um "critério de arbitrariedade enormíssimo".

 

Se não tivesse havido resolução do Banif, o que só era possível se as propostas de compra não implicassem perdas para o Estado, a proposta do Santander teria tido menos encargos públicos.

 

O que teria mais custos era a liquidação do banco: 5 mil milhões de euros.

 

Antes da resolução, no processo de venda mal sucedido, houve várias propostas. Uma delas foi a da Apollo, que tinha melhores condições mas caiu por não ser vinculativa.

 

Nas contas de Centeno, teria sido melhor integrar o banco na Caixa Geral de Depósitos do que a solução encontrada.

 


Centeno: Custo da integração do Banif na CGD era inferior ao da venda ao Santander
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Centeno: Custo da integração do Banif na CGD era inferior ao da venda ao Santander

Na sua intervenção na audição, o ministro das Finanças deixou farpas à sua antecessora, Maria Luís Albuquerque, mas também ao Banco de Portugal. Segundo a sua opinião, arrastaram o dossiê por três anos.

 

Aliás, Centeno até foi mais directo ao dizer que foi o Governo de Passos Coelho que injectou 1,1 mil milhões de euros em 2013 num banco "inviável".

 

Sobre os trabalhadores do ex-Banif que não foram comprados pelo Santander, Centeno disse que 70% dos seus vencimentos estão, neste momento, a ser pagos pelo banco em troca de prestação de serviços. Só que tal prestação termina em Setembro, o que deixa incertezas futuras para os funcionários.

 

Entretanto, durante a audição de Mário Centeno, os deputados foram falando de documentação do Ministério das Finanças que chegou praticamente ao mesmo tempo da audição. Antes disso, o PSD já tinha acusado o Governo de "esconder informação relevante" à comissão de inquérito.

 

Do CDS, a posição foi a de que o Governo não bateu o pé à Europa, como dizia que o Executivo anterior não fazia.

 

Centeno afirmou que a Europa não tinha as finanças públicas como prioridade.

 

Da audição de Mário Centeno, ficou a indicação de que em Maio vai ser discutida a reforma da supervisão e regulação do sistema financeiro.

 

 

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