Banca & Finanças O que é a Escom? A resposta pela voz de um dos seus administradores

O que é a Escom? A resposta pela voz de um dos seus administradores

Começou na área comercial, depois foi para os investimentos. Está nas minas e nos diamantes. Nunca saiu das mãos do GES. O relato por Luís Horta e Costa.
O que é a Escom? A resposta pela voz de um dos seus administradores
Bruno Simão/Negócios

O nome Escom tem uma origem – Espírito Santo Comercial. Nasceu em 1993. Dois terços do capital estavam nas mãos do Grupo Espírito Santo. E alguma da sua actividade foi contada na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES por um dos seus administradores.  

 

Luís Horta e Costa, um dos administradores juntamente com Ferreira Neto e Hélder Bataglia (este último tinha 33% da companhia), diz que "o objectivo inicial era África, nomeadamente Angola". "Começámos por ser uma empresa de apoio às exportações de produtos portugueses". Aproveitava fundos do governo espanhol para apoiar produtos nacionais, disse. Era, na altura uma empresa comercial. Mas não se ficou por aí.

 

"A certa altura, a empresa derivou um pouquinho para a área de investimentos. Demos apoio a várias empresas portuguesas que se quiseram estabelecer em África", relatou em resposta à centrista Cecília Meireles.  

 

Depois disso veio a diversificação – a empresa tem presença agora nos diamantes, na prospecção mineira. A seu cargo tem 1.200 postos de trabalho.  

 

A dada altura, antes de 2010, a Escom optou por dividir-se em duas: a Escom BV, com os activos considerados bons; a Legacy, que teria aqueles considerados mais difíceis de recuperar.

 

A empresa esteve para ser vendida nesse ano à Sonangol em 2010 por 483 milhões de dólares. Só foi pago a promessa de 15%. O restante capital acabou por não chegar ao Grupo Espírito Santo, pelo que ainda é este o accionista da empresa.




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