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Obrigações soberanas de fora do radar do BCE pela 11ª semana consecutiva

Banco Central Europeu optou por não fazer compras, apesar da pressão no mercado da dívida.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Maio de 2012 às 17:47
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A autoridade monetária da Zona Euro não tem recorrido ao programa de compra de activos para travar a subida das “yields”. Há 11 semanas que não o faz.

Esta nova postura do BCE ficou mais evidente depois de o banco central ter avançado com empréstimos ilimitados aos bancos, que serviram para aliviar o “stress” no mercado interbancário. Mas esse alívio foi muito momentâneo.

Logo depois, a entidade monetária liderada por Mario Draghi veio dizer que essas operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês) tinham acabado. Isto após ter procedido a duas LTRO, com vencimento a três anos.

Draghi tinha já dito, pouco depois de substituir Jean-Claude Trichet na liderança do BCE, que as compras de obrigações soberanas por parte do banco central eram temporárias e limitadas e que não poderiam reduzir os custos do crédito soberano de forma duradoura.

E a “promessa” parece estar a ser cumprida, uma vez que as pressões no mercado obrigacionista continuam, muito especialmente no que diz respeito à dívida soberana espanhola e italiana – cujo diferencial face às obrigações de referência alemãs (as Bund) já chegou a superar os 500 pontos base.

O montante investido através do programa de compra de dívida nos mercados secundários mantém-se assim estável, nos 212.000 milhões de euros, refere o “El Economista”.
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