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Observatório europeu diz que Durão no Goldman é "falha de integridade"

Um artigo de opinião assinado pelo Observatório Europeu Corporativo critica Durão Barroso por ter aceitado o cargo de "chairman" do banco Goldman Sachs, acusando o português de "falha de integridade".

José Manuel Durão Barroso, que agora é 'chairman' do Goldman Sachs International, é o 6.º Mais Poderoso de 2016.
David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Setembro de 2016 às 13:25
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O Observatório Europeu Corporativo (CEO, na sigla inglesa) considera que a aceitação, por parte do português Durão Barroso, do cargo de "chairman" do banco norte-americano Goldman Sachs representa uma "falha de integridade".

 

Num artigo de opinião publicado no site do EUObserver (especializado em assuntos europeus), aquele Observatório começa por se referir à ida do ex-presidente da Comissão Europeia para o Goldman Sachs International como o "maior escândalo de ‘porta giratória’ na história da União Europeia".

 

O CEO recorda mesmo a criação de duas petições com dezenas de milhares de subscritores que entre outros pedidos solicitavam à UE que retirasse ao político português o direito a receber pensão pelo trabalho prestado enquanto dirigente europeu.  

 

É também criticado o silêncio da Comissão Europeia e do Conselho Europeu a este respeito, o que leva aquele Observatório a perguntar "o que é que estão à espera" e a afirmar que estas duas instituições europeias têm uma "responsabilidade bastante clara" nesta matéria.

 

Como tal o CEO alude ao artigo 245º do Tratado da UE, onde é definido que os comissários devem mostrar "integridade e discrição" quando aceitam um novo emprego, atitude que quando não é seguida pode levar aquelas instituições a abrirem um processo que pode levar à perda de direito ao recebimento de pensão.

 

Neste artigo são ainda elencadas cinco razões que fazem com que a ida de Durão para o Goldman afecte a própria UE enquanto um todo.

 

Desde logo são referidos "interesses particulares" do Goldman Sachs nas negociações em torno da saída britânica da UE (Brexit), sendo que quanto mais acessível o acesso do Reino Unido ao mercado único e a facilidades de investimento melhor para o banco norte-americano. "Não é difícil imaginar Barroso a recorrer aos seus contactos e conhecimento interno para espremer mais privilégios para o sector financeiro durante as negociações", critica o referido Observatório.

 

O "combate à regulação financeira" e a "abertura de portas a lobistas" são outros factores apontados pelo CEO como determinantes para a presença de Durão no Goldman. 

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