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OPA do CaixaBank pressupõe corte de 1.000 empregos no BPI

Se a OPA do Caixabank sobre o BPI tiver sucesso, o banco português vai perder mil postos de trabalho. Ou seja, mais de metade dos empregos eliminados nos últimos oito anos.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 21:09
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O CaixaBank prevê poupar 45 milhões de euros em custos com pessoal se concretizar a oferta pública de aquisição sobre o Banco BPI. O número não é novo e foi revelado pelo banco espanhol a 16 de Abril.

 

Mas no relatório de avaliação da OPA, publicado esta terça-feira, 17 de Maio, o Conselho de Administração do BPI quantifica o que esta previsão implica em termos de postos de trabalho.

 

"Tomando por base (…) as sinergias previstas na rubrica de custos com pessoal (45 milhões de euros), este cenário seria compatível com a saída de cerca de 1.000 colaboradores, tendo por base os custos com pessoal médios e os custos médios com reformas antecipadas (ou equivalentes) observados no BPI em 2014 e 2015", refere o relatório.

 

Um número bastante superior ao previsto actualmente pela administração do BPI, que "tem em curso iniciativas que levarão à redução de 250 efectivos até ao final do corrente ano", salienta a administração do banco.

 

Na actividade em Portugal o BPI fechou 2015 com 5.899 colaboradores em Portugal, pelo que se caso se concretize esta redução de mil postos de trabalho na actividade doméstica, o banco liderado por Fernando Ulrich ficará com menos de 5 mil postos de trabalho.

 

No relatório o BPI salienta que nos últimos oito anos cortou um total de 59 milhões de euros nos custos com pessoal, o que envolveu o fecho de 222 balcões e o corte de 1.868 empregos. Ou seja, os mil empregos que serão eliminados caso a OPA se concretize, representam mais de metade dos postos de trabalho cortados nos últimos oito anos.

 

No que diz respeito ao corte de custos, o BPI lembra que as sinergias totais que se prevêem alcançar no terceiro ano, no valor de 85 milhões de euros, correspondem a 17% da base de custos domésticos recorrentes do BPI.

 

Nos últimos oito anos o BPI cortou 101 milhões de euros nos custos na actividade doméstica, o que corresponde a uma redução de 17% sobre a base de 2007.

 

No relatório revelado esta terça-feira, 17 de Maio, a administração do BPI diz que a OPA é "oportuna", embora avalie as acções do banco em 1,54 euros, o que se situa 38% acima da contrapartida oferecida pelos espanhóis do CaixaBank.

 

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