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Os temas que marcaram a audição a Ricardo Salgado

Ricardo Salgado sublinhou várias vezes aos deputados que o seu objectivo era defender a honra da família, escusando-se quase sempre a falar das acções do seu primo José Maria Ricciardi. Mas acabou por deixar uma insinuação.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 11:24
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Ricardo Salgado pouco falou sobre o relacionamento com a família Espírito Santo na audição da comissão de inquérito ao BES. E só no final das cerca de dez horas de audição foi mais abrupto nas suas declarações. O primo e rival José Maria Ricciardi foi o alvo.


"O doutor Ricciardi teve um comportamento, no mínimo, muito curioso em relação àquele que deveria ter tido", acusou Ricardo Salgado. No dia em que ambos foram chamados ao Parlamento, para prestar depoimento no âmbito do inquérito parlamentar, saiu uma notícia no Diário de Notícias que indica que Ricciardi acusou, em carta dirigida em Maio ao Banco de Portugal, que Salgado foi o causador do fim do BES.


"Certamente, se fez alguma denúncia ao Banco de Portugal, é capaz de ter tido alguma contrapartida por isso", acrescentou Ricardo Salgado, adiantando não querer fazer suposições.


O BESI foi vendido à Haitong e Ricciardi manteve-se na liderança da instituição. É o único da família Espírito Santo que se mantém com funções de relevo na banca.

 

 

As principais novidades


Dois sucessores
Joaquim Goes e Morais Pires eram os nomes para suceder a Salgado que o próprio propôs. Preferia o segundo. O BdP queria o primeiro.


Gravações
Salgado diz nunca ter tido noção de que as reuniões do conselho superior do GES eram gravadas. Ricciardi desmentiu-o: havia um gravador à frente do secretário.

 

Contabilista
"Nunca dei instruções a ninguém para ocultar o passivo do grupo", garantiu, contrariando o contabilista Francisco Machado da Cruz.

 

 

O que ficou esclarecido


Aumento de capital
Salgado defende que havia acordo do regulador para o manter no BES até o aumento de capital. Segundo o próprio, foi por isso que a operação teve sucesso.


Dono disto tudo
Ricardo Salgado não concorda com a indicação de que é o "dono disto tudo". "Nunca fui, nunca pensei ser". "Dono disto tudo é o povo português", disse.

 

BES multipartidário
"O grupo deu-se com todos os partidos políticos", disse Salgado, rejeitando ligações ao Executivo Sócrates.

 

 

O que ficou por esclarecer


Uso da Eurofin
Salgado remeteu esclarecimentos sobre a utilização da Eurofin no esquema de financiamento que prejudicou o BES para Morais Pires e Isabel Almeida.


José Guilherme
O ex-banqueiro diz que José Guilherme "nunca precisou do GES para nada". Não falou sobre a oferenda de 14 milhões de euros por estar em segredo de justiça.

 

Minoritários da ESI
A família tinha 70% da Espírito Santo International, que controlava o GES. Quem tinha os outros 30%? "De cabeça, não lhe sei referir".

 

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