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Parvalorem considera normal que gestores do BPN nacionalizado se vitimizem

O presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, em reacção ao comunicado de hoje dos antigos gestores do BPN nacionalizado, que acusam a entidade de os estar a atacar, considerou normal que haja uma vitimização nestas ocasiões.

Lusa 01 de Novembro de 2013 às 18:28
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"É habitual a vitimização neste tipo de situações", afirmou à agência Lusa Francisco Nogueira Leite, escusando-se a tecer mais comentários sobre o teor do comunicado hoje divulgado pela equipa de gestão do Banco Português de Negócios (BPN). "Respeito profundamente o segredo de justiça", acrescentou apenas o presidente da Parvalorem.

 

A equipa de administração do BPN nacionalizado criticou os ataques que diz estar a ser alvo por parte da Parvalorem, solicitando ao Ministério Público para que não se deixe instrumentalizar.

 

"A administração nomeada pelo Estado/CGD [Caixa Geral de Depósitos] para assegurar a gestão do ex-BPN [Banco Português de Negócios] aquando da sua nacionalização está estupefacta com os recorrentes ataques e insinuações de que tem vindo a ser alvo", lê-se num comunicado enviado à agência Lusa.

 

Na sua edição de hoje, o Diário de Notícias noticia que o Estado, através da Parvalorem - veículo estatal criado para gerir os activos tóxicos do BPN -, denunciou vários casos de concessão de crédito sem garantias depois da nacionalização do banco, que ocorreu em 2008.

 

Segundo o jornal, o Ministério Público está a investigar a gestão da CGD no BPN, e a reacção dos visados não se fez esperar.

 

A equipa de gestão do BPN nacionalizado era composta por Francisco Bandeira, Norberto Rosa e José Lourenço Soares, todos quadros da CGD, além de Rui Pedras, administrador que transitou do período anterior à nacionalização em que Miguel Cadilhe presidiu ao banco fundado por Oliveira Costa.

 

No documento, os responsáveis assinalam que "a administração do ex-BPN está muito tranquila em relação a tudo o que fez e com a consciência que o que fez cumpriu as melhores práticas e, sempre que tal se justificava, com o conhecimento do seu accionista, o Estado".

 

A equipa de gestores apela ao Ministério Público "que tome medidas, de modo a que não seja usado para pretensamente incriminar na praça pública cidadãos, e a evitar que os autores destes desmandos passem impunes".

 

E deixa no ar a possibilidade de recorrer para a Justiça contra a Parvalorem: "A insistência na conduta acima descrita não deixará de levar os visados a actuar nas instâncias próprias contra difamações e em defesa da sua honra e do seu bom nome".

 

Em 2008, o banco foi nacionalizado e, em 2011, o Estado vendeu o BPN ao banco de capitais luso-angolanos BIC Português, por 40 milhões de euros. Foi entre estas duas datas que a equipa liderada por Francisco Bandeira assumiu as rédeas do banco.

 

No relatório final da segunda comissão parlamentar de inquérito ao BPN, aprovado a 16 de Novembro do ano passado, lê-se que o custo total da sua nacionalização para os cofres estatais é de, no mínimo, em números redondos, 3,4 mil milhões de euros e, no máximo, de 6,5 mil milhões de euros.

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