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Passos Coelho: "Não sabemos quantificar o impacto económico da insolvência do Grupo Espírito Santo"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta terça-feira, 28 de Outubro, que o Governo não sabe quantificar o impacto da insolvência do Grupo Espírito Santo (GES) na economia portuguesa, mas acrescentou que "bom não é".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 28 de Outubro de 2014 às 17:15
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O primeiro-ministro fez esta afirmação a propósito da primeira missão da troika - Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional - em Portugal após a conclusão do programa de resgate, que referiu não ser para nenhuma "avaliação", mas sim para "uma monitorização" da situação económica e financeira do País por parte dos seus credores.

 

"A situação de insolvência em que caiu o Grupo Espírito Santo, e o impacto que isso terá, com certeza, em termos microeconómicos, seria tudo menos desejado por alguém em Portugal, e com certeza que isso tem consequências negativas, que nós não sabemos quantificar. É muito difícil ter uma perspectiva precisa de qual será o impacto que isso vai ter na nossa economia, mas bom não é", declarou Passos Coelho aos jornalistas, na Madalena do Pico, nos Açores, onde se encontra em visita oficial.

 

Antes, o primeiro-ministro voltou a defender que "a resolução do Banco Espírito Santo" - frisando que "não foi falência, foi resolução" - constituiu "a solução que mais protegeu os contribuintes portugueses" e "que permitirá assegurar melhor a estabilidade do sistema financeiro em Portugal".

 

Ainda relativamente à missão da troika em Portugal, o chefe do Executivo PSD/CDS-PP considerou: "O que até hoje tem acontecido é, do ponto de vista geral, um reconhecimento de que Portugal foi bem-sucedido na conclusão do programa [de resgate] e tem, evidentemente, um caminho ainda longo para fazer de recuperação de declínio da dívida pública e de dinamização do potencial de crescimento da economia - mas nós estamos a fazer esse caminho".

 

Passos Coelho declarou ter contactado hoje a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para saber "como é que tinha corrido o primeiro contacto" com os responsáveis da troika.

 

Antes, num discurso na Câmara Municipal da Madalena, Passos Coelho também falou, de passagem, desta missão dos representantes do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional. "Cá teremos agora a visita da troika para saber se o nosso ímpeto reformista não terminou, e temos boas razoes para pensar que o nosso ímpeto reformista não só se mantém, como está a abrir novas áreas de reforma que são importantes", disse.

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