Banca & Finanças Passos Coelho: Problemas do Grupo Espírito Santo não cabem na alçada do Estado

Passos Coelho: Problemas do Grupo Espírito Santo não cabem na alçada do Estado

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta terça-feira que os problemas de grupos privados como o Grupo Espírito Santo, com actividades para além da financeira, não cabem na alçada do Estado.
Passos Coelho: Problemas do Grupo Espírito Santo não cabem na alçada do Estado
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 24 de junho de 2014 às 18:46

"Julgo que é conhecido, porque já foi dito pelo senhor doutor Ricardo Salgado, que o Grupo Espírito Santo tem problemas que precisam de ver resolvidos. Estará a trabalhar nesse sentido, teve ocasião de nos comunicar as ideias que tem quanto à solução desses problemas - mas eu não quero fazer comentários sobre essas questões, porque elas respeitam a um grupo privado que tem os seus interesses legítimos e normais, mas que não cabem na alçada directa nem do Governo nem neste caso do supervisor [financeiro]", afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, durante uma inauguração de um lar de idosos, no concelho de Sintra.

 

Antes, o primeiro-ministro referiu que "as questões que respeitam a problemas de capitalização de grupos que também têm uma área financeira, como é o Grupo Espírito Santo, mas que têm muitas outras actividades não respeitam especificamente nem ao Governo nem ao supervisor da área financeira, porque são problemas de natureza não financeira", acrescentando: "O Grupo Espírito Santo terá com certeza, como outros grupos, os seus problemas para resolver, e o Estado não é chamado a resolver esses problemas. É apenas aquilo que eu posso dizer".

 

Pedro Passos Coelho tinha sido questionado sobre a notícia de que o presidente executivo do Grupo Espírito Santo e do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, pedira ajuda ao Estado.

Referindo-se ao Banco Espírito Santo, o primeiro-ministro começou por responder que aceita receber "qualquer presidente de instituição financeira que queira comunicar alguma coisa ao Governo, embora normalmente seja a senhora ministra das Finanças que tem esse encargo e essa competência".

 

O primeiro-ministro mencionou depois que "quem faz o acompanhamento do sector financeiro é o supervisor, que é o Banco de Portugal", e disse não ter informações que o levem a "temer instabilidade no sector financeiro".

 

"Nenhum banco tem nesta altura por parte do Governo uma preocupação quanto às suas preocupações de estabilidade - e no caso do Banco Espírito Santo até concluiu agora recentemente um aumento de capital que foi bem-sucedido", reforçou.

 

Em seguida, frisou que "as questões que respeitam a problemas de capitalização de grupos que também têm uma área financeira, como é o Grupo Espírito Santo, mas que têm muitas outras actividades não respeitam especificamente nem ao Governo nem ao supervisor da área financeira, porque são problemas de natureza não financeira".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI