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Passos Coelho quer "transparência" e informação "clara e concisa" no BPN

Pedro Passos Coelho pediu hoje ao Governo "transparência" e uma "informação clara e concisa" sobre as suas intenções para o BPN e sobre os custos que elas vão ter para o Estado.

Lusa 23 de Dezembro de 2010 às 17:52
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, pediu hoje ao Governo "transparência" e uma "informação clara e concisa" sobre as suas intenções para o Banco Português de Negócios (BPN) e sobre os custos que elas vão ter para o Estado.

Questionado pelos jornalistas, em Faro, à entrada de uma reunião com Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Passos Coelho lembrou que, apesar de "na altura não estar convencido", nunca pôs em causa a opção do governo de nacionalizar o banco para evitar um risco sistémico no sector financeiro, mas considerou necessário que ela "seja assumida com transparência".

"Em dever de lealdade, transparência e rigor, era importante que, depois de terem falhado as operações que o governo tinha destinado para o BPN ainda este ano, nomeadamente a sua reprivatização, houvesse uma informação clara e concisa ao país quanto à intenção que tem para futuro e sobretudo ao custo que essa intervenção representa nos dias de hoje", defendeu o líder do maior partido da oposição.

Passos Coelho comentou também o anúncio feito hoje pela ministra do Trabalho, Helena André, de que o salário mínimo iria atingir os 500 euros em 2011, manifestando o desejo de que esta meta seja efectivamente cumprida, como acordado em sede de Concertação Social.

"O salário mínimo de 500 euros deveria ser atingido durante o ano de 2011, a expectativa era que pudesse ser logo em Janeiro. E houve um acordo na Concertação Social para que, ao longo do ano, ele fosse atingido. Espero que seja também e que realmente tenha condições para se poder implementar", afirmou.

Sobre a reunião com as IPSS, o presidente do PSD recusou a ideia de estar a retirar dividendos políticos da pobreza, como sugerido há dias pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

"Não creio que esta reunião possa ter outras interpretações que não a de gente que está preocupada com a situação que se vive e quer contribuir para a existência de um amortecedor social para os tempos que aí vêm", respondeu Passos Coelho quando confrontado com a hipótese.

O dirigente partidário considerou que as IPSS "têm um papel muito relevante a desempenhar em qualquer na sociedades e quaisquer que sejam adversidades", sobretudo "num ano que vai ter, do ponto de vista da coesão social, dificuldades acrescidas",

"Acho muito importante que os responsáveis políticos possam, na medida das suas competências, ajudar a criar um clima de confiança para que as esferas pública, mas também as que estão do lado da economia social, como as IPSS, possam sentir um apoio e confiança muito grande para tarefa que vão ter de desempenhar de modo a atenuar as restrições muito grandes que, sobretudo os que vivem em circunstâncias mais frágeis e débeis, vão enfrentar em 2011", afirmou.

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