Banca & Finanças Passos Coelho “se for necessário” interrompe férias devido à crise no BES

Passos Coelho “se for necessário” interrompe férias devido à crise no BES

De férias no Algarve, o primeiro-ministro está atento ao desenrolar da situação no Banco Espírito Santo e que, se necessário, interrompe o período estival para actuar.
Passos Coelho “se for necessário” interrompe férias devido à crise no BES
Miguel Baltazar/Negócios

O primeiro-ministro espera que "não seja necessário" interromper as suas férias no Algarve para ir a Lisboa tratar de assuntos relacionados com a crise no Banco Espírito Santo, mas não descarta esse cenário.

 

Pedro Passos Coelho afirmou esta sexta-feira que está disponível para interromper as férias e deslocar-se a Lisboa para tratar de assuntos relacionados com a crise no Banco Espírito Santo.

 

No dia em chegou à Manta Rota, onde inicia hoje o habitual período de férias no Algarve, o primeiro-ministro foi questionado se "terá que ir a Lisboa por causa da situação no BES?". Passos Coelho respondeu: "espero que não seja necessário, mas se for necessário claro que irei".

 

O primeiro-ministro, de acordo com as declarações transmitidas pela RTP Informação, voltou a afirmar que existe uma linha da troika disponível o sector financeiro e que será utilizada caso seja necessário para recapitalizar o Banco Espírito Santo.

 

"Esta é uma fase em que o supervisor, o Banco de Portugal, precisará de monitorizar a situação e propor aquilo que achar que é adequado e recomendável. Aquilo que é importante, em qualquer caso, é que as pessoas saibam que o supervisor, o Banco de Portugal, tomará todas as medidas que são necessárias, de modo a garantir a estabilidade financeira", afirmou o chefe do Governo, em declarações no Algarve, onde está a gozar um período de férias, citadas pelas televisões.

 

"A estabilidade financeira é muito importante para a nossa economia e para o emprego, e não deixaremos de tomar todas as medidas que forem necessárias para garantir essa estabilidade", reforçou Passos Coelho.

 

Estas declarações surgem no dia em que as acções do BES foram suspensas em bolsa pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) quando registavam uma acentuada queda de 40,3% para 12 cêntimos. Já ontem as acções do BES tinham perdido mais de 40%.

 

O Negócios sabe que em causa, para justificar a suspensão das acções por parte do regulador, está a divulgação do plano de recapitalização. A gestão do BES está a trabalhar em dois planos, conforme indicou Vítor Bento no comunicado de 30 de Julho sobre o futuro da instituição: de capitalização, que implica o reforço de capital depois das insuficiências detectadas com os prejuízos de 3.357 milhões de euros no semestre; de reestruturação, em que se insere a venda de activos.

 

O Negócios escreve hoje que a equipa de Vítor Bento quer alcançar a solidez financeira após os prejuízos através do recurso a privados. Contudo, a solução que estará a ser trabalhada pelas autoridades como o Banco de Portugal é mista envolve, também, fundos públicos. Não se conhece em que moldes tal poderá acontecer.

 

Os analistas antecipam que seja necessário um aumento de capital entre 3 e 3,5 mil milhões de euros.

 

(actualiza notícias com mais citações de Passos Coelho)




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