Banca & Finanças Passos: O que se passa na Caixa é "intolerável" e no Novo Banco "quase criminoso"

Passos: O que se passa na Caixa é "intolerável" e no Novo Banco "quase criminoso"

Ex-primeiro-ministro acusou o Governo de criar "falsos inimigos" e de "destruir valor" na banca portuguesa, tendo uma actuação "quase criminosa" no Novo Banco.
Passos: O que se passa na Caixa é "intolerável" e no Novo Banco "quase criminoso"
Miguel Baltazar
Lusa 20 de julho de 2016 às 13:39

O presidente do PSD convidou hoje o primeiro-ministro a exercer o mandato com "outra serenidade", acusando o Governo de criar "falsos inimigos" e de "destruir valor" na banca portuguesa, tendo uma actuação "quase criminosa" no Novo Banco.

 

Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas após ter sido confrontado com declarações proferidas esta madrugada pelo secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, que considerou que o PSD "não tem autoridade" para falar sobre o sector financeiro em Portugal.

 

"Convido António Costa a exercer o seu mandato de primeiro-ministro com outra serenidade e a escolher melhor as palavras que utiliza", respondeu, contrapondo, a seguir, que aquilo que se está a passar com a Caixa Geral de Depósitos "é intolerável" e que "aquilo que se está a passar na véspera de venda do Novo Banco é quase criminoso".

 

Pedro Passos Coelho aconselhou António Costa a "exercer com um bocadinho mais de serenidade o seu mandato de primeiro-ministro em vez de andar a fazer declarações levianas".

 

Em matéria de sistema bancário, o presidente do PSD defendeu que está agora em condições "que não têm comparação face à situação de 2011".

 

"Se os governos e os primeiros-ministros, em vez de tratarem das suas funções, andarem sempre a criar falsos inimigos e com desculpas de mau pagador para não resolverem os problemas, então, aí sim, cria-se um problema muito grave no país", advertiu.

 

Passos Coelho declarou depois que o país tem assistido "a uma insistência do PS e do Governo em vulnerabilizar e destruir valor nos bancos portugueses - e isso tem acontecido repetidamente nas últimas semanas".

 

"Disse recentemente que a forma como o Governo e, em particular, o ministro da Finanças [Mário Centeno] têm tratado esta matéria vai acabar por rebentar nas mãos do Governo, o que até é o menos mau", afirmou.

 

"O problema é que isto pode rebentar nas mãos e nos bolsos de todos os portugueses. Já aconteceu assim com o Banif no ano passado, que foi resolvido já no tempo do PS - e não no meu", acrescentou.

 




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