Banca & Finanças Paulo Macedo: CGD não vai cobrar "taxa BCE" a empresas públicas

Paulo Macedo: CGD não vai cobrar "taxa BCE" a empresas públicas

Paulo Macedo, presidente da CGD, afirma que o banco não vai cobrar comissões pelos juros negativos do BCE a empresas públicas, em linha com a posição expressada ontem pelo BCP e contrariando o que foi expressado pelo BPI.
Paulo Macedo: CGD não vai cobrar "taxa BCE" a empresas públicas
David Cabral Santos/Cofina
Rita Atalaia 08 de novembro de 2019 às 18:09
Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), afirma que o banco não vai cobrar comissões a empresas públicas para responder aos juros negativos do Banco Central Europeu (BCE), acompanhando aquela que é a posição do BCP e seguindo em sentido contrário do BPI. 

"Não iremos cobrar comissões nem a particulares, nem a empresas, nem prevemos cobrar às empresas públicas", afirmou o gestor na apresentação dos resultados para os primeiros nove meses do ano. "A única vontade é cobrar comissões a bancos e instituições financeiras. Este é o único cenário que temos", garantiu. 

Agora, se os clientes, que não são clientes da CGD, começarem a "fugir" dos outros bancos que cobram comissões nos depósitos e a irem para a Caixa, "obviamente que poderemos vir a equacionar", explicou ainda, não excluindo totalmente esta possibilidade.

Na quinta-feira, Miguel Maya, CEO do BCP, expressou a mesma posição de não cobrar comissões a empresas públicas. "Não está, nem esteve" em cima da mesa "a cobrança de comissões ao segmento empresarial [PME], nem ao privado, nem ao público, nem aos particulares", afirmou na apresentação dos resultados para os primeiros nove meses do ano. 

Na semana passada, Pablo Forero, presidente do BPI, deu alguns detalhes relativamente à proposta da APB na apresentação dos resultados para o terceiro trimestre. O gestor afirmou que gostaria, "se for possível, quando o BdP considerar oportuno, de cobrar uma comissão pelos depósitos de grandes empresas multinacionais, institucionais e empresas pública", acrescentando que o BPI "apoia totalmente a ação" da associação que representa os bancos.

Questionado se o BCP estaria a desmentir a posição expressa por Pablo Forero, de que a banca pretende aplicar uma comissão a empresas públicas, Miguel Maya disse "não estar a fazer um desmentido", mas apenas a "transmitir a posição do BCP".



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