Banca & Finanças PCP: Chumbo do Novo Banco nos testes de stress confirma que Governo mentiu à exaustão

PCP: Chumbo do Novo Banco nos testes de stress confirma que Governo mentiu à exaustão

O PCP considera que o chumbo do Novo Banco nos testes de stress e a necessidade de recapitalizar a instituição vêm confirmar que o Governo e os reguladores "mentiram à exaustão", defendendo que o banco não seja vendido.
Lusa 14 de novembro de 2015 às 17:13

"Fica confirmado que o banco vai ter de ser recapitalizado em 1.398 milhões de euros. Basta de mentiras", afirmou Jorge Pires, da comissão política do PCP, considerando que esta necessidade de capital é "mais uma prova de que o Governo e os reguladores mentiram à exaustão".

 

Em declarações à Lusa, o dirigente comunista defendeu que o processo de venda do Novo Banco deve "ser parado de imediato", porque "deve ficar no controlo público, com a atividade focada no investimento público".

 

O Banco Central Europeu (BCE) identificou necessidades de capital de 1.398 milhões de euros, no Novo Banco, no cenário adverso dos testes de ‘stress’, que terão de ser colmatadas no prazo de nove meses.

 

Neste contexto, o Banco de Portugal vai iniciar "de imediato" uma nova fase, na venda do Novo Banco, agora que são conhecidos os resultados dos testes de ‘stress’ do BCE e as necessidades de capital da instituição.

 

"A preparação da nova etapa do processo de venda será iniciada de imediato, agora que está afastado um dos principais factores de incerteza que condicionou o procedimento anterior", lê-se na nota de imprensa hoje divulgada pelo Banco de Portugal, logo após os resultados dos exames à saúde financeira do Novo Banco terem sido divulgados pelo BCE.

 

"Defendemos que o processo de venda do banco deve ser parado. Como é possível passarem a ideia de que será possível recuperar os 4.900 milhões de euros injetados, em nome da acalmia dos mercados e de recuperação da confiança?", questionou Jorge Pires.

 

O comunista defendeu que chega de "enganar os portugueses", num processo que classificou de "pouco transparente", criticando a recente contratação do ex-secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para liderar o Fundo de Resolução, que tem a incumbência de vender o Novo Banco.




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