Banca & Finanças PCP diz que comissão de inquérito à Caixa visa ilibar bancos privados

PCP diz que comissão de inquérito à Caixa visa ilibar bancos privados

Quem quer a comissão de inquérito à Caixa pretende pôrr o banco público no mesmo pé que os privados e isso é afastado por Miguel Tiago do PCP que diz que a situação da CGD é diferente.
PCP diz que comissão de inquérito à Caixa visa ilibar bancos privados
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 07 de junho de 2016 às 12:32

O PCP assume que não é necessário uma comissão de inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos, até porque o Parlamento tem tido meios para fiscalizar quem a tutela. Miguel Tiago, deputado comunista, diz mesmo, em declarações à TSF, que em torno da ideia da comissão de inquérito se pretende "criar a ilusão que o banco público é igual aos bancos privados", uma tese, acrescenta, que o PSD e CDS têm interesse em promover para "criar essa nuvem, não para apurar responsabilidades, mas para ilibar os bancos privados".

Com esta suspeita, Miguel Tiago reafirma que o Parlamento ao fiscalizar a tutela da Caixa acaba por fiscalizar o próprio banco e até diz que o PCP tem questionado determinados negócios feito pelo banco público. Ainda assim, diz que o problema da Caixa não é o de quebra de capital, mas de uma necessidade de recapitalização que, no seu entender, resulta de novas exigências de capital impostas pelos supervisores.

"Não pode ser confundido", realça, acrescentando, no entanto, que ainda assim "sem prejuízo de se apurar as políticas e orientações que as administrações tiveram para se atravessarem em nome do Estado ou do Governo em negócios ruinosos". Até porque, acrescenta o deputado, a Caixa em determinados momentos foi gerida para ser "balão de oxigénio de muitos negócios", além de ter levado com o embate do BPN, do Fundo de Resolução, etc. Mas volta a dizer que não se deve confundir as necessidades da Caixa com o que se tem passado na banca privada.

Mas Miguel Tiago diz que a Caixa deve poder fazer a sua recapitalização como qualquer privado pode fazer. Sem imposições externas. E é por isso que também afasta qualquer reestruturação que afecte trabalhadores. Se os dividendos, quando os entrega, são públicos, as necessidades de capitais também o são, acrescentou.

Quanto aos salários dos gestores, o PCP diz apenas que tem sido crítico em relação à disparidade entre os salários dos gestores e dos restantes trabalhadores.




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