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PCP e BE criticam resolução do Banif mas aproveitam para atacar PSD e CDS

"A proposta que nos traz aqui é inaceitável, não garante postos de trabalho e entrega demasiado dinheiro dos contribuintes ao Santander", disse Mariana Mortágua. O comunista Miguel Tiago lembrou que o problema do Banif vem do Governo de Passos.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Dezembro de 2015 às 10:47
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O Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda juntaram-se nas críticas à resolução do Banif, que passou pela injecção directa de 2.255 milhões de euros no Totta para ficar com o banco. Contudo, também estão unidos no ataque à direita PSD e CDS.

 

Miguel Tiago insistiu que, desde 2012, o PCP traz "o problema" do Banif para a Assembleia da República, apesar dos "esforços" do PSD e do CDS "para fazer crer que esta é uma questão das últimas semanas.

 

"Felizmente, vai haver uma comissão de inquérito ao caso Banif e o Governo colaborará com essa comissão em tudo o que for solicitado", respondeu Mário Centeno, no Plenário que debate o Orçamento Rectificativo que acomoda os custos públicos com a intervenção no Banif.

 

O deputado comunista reiterou, também, que a solução de integrar o Banif na Caixa Geral de Depósitos "era a preferida deste Governo", mas lamentou que não tenha sido possível implementá-la.


Mariana Mortágua também disse que o ideal era a "manutenção do banco na esfera pública". "A proposta que nos traz aqui é inaceitável, não garante postos de trabalho e entrega demasiado dinheiro dos contribuintes ao Santander", disse a deputada bloquista.

 

Centeno diz que "transitaram 1.000 trabalhadores para a órbita do Santander" e os restantes 600 ficaram no veículo de gestão de activos que ficou, por exemplo, com a participação na Açoreana. "A manutenção dos postos de trabalho é garantida nesta transição", disse.

 

À direita, o Bloco de Esquerda também deixou críticas ao PSD e CDS por falar em problemas de supervisão, "como se o governador do Banco de Portugal não tivesse sido reconduzido pela direita".

O PCP já fez saber que votará contra o Orçamento Rectificativo e o Bloco de Esquerda impôs várias condições para viabilizar o documento.

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