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PCP pede nova documentação ao Banco de Portugal sobre o Banif

As primeiras audições da comissão parlamentar de inquérito ao Banif serão a 29 de Março e irão nesse dia ao parlamento Marques dos Santos e Jorge Tomé, ex-administradores do banco.

Carolina Cravinho
Lusa 17 de Março de 2016 às 19:22
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O Partido Comunista Português (PCP) vai solicitar nova documentação ao Banco de Portugal para o inquérito do Banif, pedindo ao banco central eventuais relatórios técnicos sobre o cenário de resolução.

 

"Não nos parece plausível que não haja um relatório sobre o cenário de resolução", adiantou à agência Lusa fonte comunista.

 

O BdP procura assegurar uma supervisão adequada do sistema financeiro do país nas vertentes de supervisão macro-prudencial e micro-prudencial, e é desta segunda área que o PCP pretende novos "relatórios técnicos" eventualmente realizados em torno da situação do Banif e do cenário de resolução do banco.

 

As primeiras audições da comissão parlamentar de inquérito ao Banif serão a 29 de Março e irão nesse dia ao parlamento Marques dos Santos e Jorge Tomé, ex-administradores do banco.

 

Nesta fase estão calendarizadas oito audições: depois das audições de Marques dos Santos e Jorge Tomé, marcadas para 29 de Março, uma terça-feira, será ouvido a 30 de Março Luís Amado, também responsável do Banif, e depois virão ao parlamento responsáveis do Banco de Portugal (BdP) e agentes políticos.

 

O "avaliar" do "comportamento da autoridade de supervisão financeira, o Banco de Portugal, sobre o caso Banif, é um dos objectivos da comissão parlamentar de inquérito sobre a venda do banco.

 

O processo de venda, em Dezembro de 2015, domina os trabalhos para se proceder à "avaliação de riscos e alternativas" da decisão, "no interesse dos seus trabalhadores, dos depositantes, dos contribuintes e da estabilidade do sistema financeiro".

 

A 20 de Dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da actividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros activos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.

 

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem directamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolução bancário, que consolida nas contas públicas.

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