Banca & Finanças Pimco e BlackRock afastam-se de emissão de dívida da CGD. O BES continua a ser a razão

Pimco e BlackRock afastam-se de emissão de dívida da CGD. O BES continua a ser a razão

Tal como em Março de 2017, os fundos internacionais com dívida no BES mau falham a participação numa emissão da CGD. É uma forma de pressionar o Banco de Portugal ao diálogo.
Pimco e BlackRock afastam-se de emissão de dívida da CGD. O BES continua a ser a razão
Lusa
Diogo Cavaleiro 21 de junho de 2018 às 16:39

A Pimco e a BlackRock, entre os outros grandes gestores de fundos internacionais com dívida do Banco Espírito Santo, voltaram a não participar na emissão de dívida de um banco português. Desta vez, trata-se da operação da Caixa Geral de Depósitos.

 

"Cada um de nós não vai participar nesta emissão", sublinha o porta-voz dos coordenadores do Novo Note Group, que junta o Attestor Capital, BlackRock, CQS e Pimco, numa nota enviada às redacções. 


Segundo o porta-voz, houve uma decisão autónoma por parte das entidades: "Cada um decidiu, de forma independente, que os riscos associados com a participação activa na dívida bancária portuguesa são proibitivos".

 

Esta posição destes grandes fundos internacionais deve-se ao facto de serem titulares de dívida sénior do Banco Espírito Santo que, na resolução de 3 de Agosto de 2014, passou para o Novo Banco, mas que, a 29 de Dezembro de 2015, o Banco de Portugal decidiu retransmiti-la para o BES mau, que está em liquidação.

 

Contudo, a postura destes gestores de fundos internacionais não é inédita. Já tinha acontecido com a primeira emissão da CGD, no ano passado, e o BCP também foi visado. Quando foi a emissão do banco ainda presidido por Nuno Amado, o argumento referia o investimento em dívida pública ou privada.

 

Não é claro se, nas últimas operações, estas gestoras de fundos de investimentos participaram em operações de mercado protagonizadas pela CGD ou outras empresas nacionais, pelo que não é possível calcular o eventual impacto que uma decisão deste género poderia ter. 

 

Segundo a Bloomberg, a CGD conseguiu uma taxa de juro de 5,75% nesta colocação de obrigações subordinadas que integram o nível Tier 2.




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